Embora duas vítimas – uma secretária e um funcionário que estava pagando a sua mensalidade – do roubo na Associação dos Funcionários Públicos Municipais de Olímpia (AFPMO) na última sexta-feira (10), tivessem reconhecido Alexandre de Souza e Silva, popular Xande, 37, como autor, ele sistematicamente está negando.

Advogado Leo Bom com o seu cliente antes do reconhecimento e entrevista

Ontem à noite (13), como o Diário noticiou, com exclusividade, em plantão nas redes sociais, ele foi preso acusado de tráfico com 30 trouxinhas de maconha (que ele também nega), pela equipe do tenente PM Vilella.

Na manhã de hoje, o delegado Marcelo Pupo de Paula recebeu uma funcionária da Associação e um contribuinte, alvos da ação do assaltante – que resultou, entre perdas de bolsas, carteiras, documentos, cartões – em R$ 119,6 mil, para reconhecimento. Xande teve que se deslocar da Cadeia Pública de Colina, onde está preso até a audiência de custódia nesta terça (onde, diante da autoria e materialidade do tráfico de ontem à noite, receberá prisão preventiva).

O Diário esteve presente, com outros jornalistas, para entrevistar o delegado e também o próprio Xande que disse “eu não seria burro de cometer um assalto, nunca fui preso por roubo, só furto, tenho 15 anos de cadeia, há cerca de um mês estou livre, todo mundo tem o direito de recomeçar, constituir família, ter um filho, se eu tivesse roubado essa quantia, eu não seria pego com 30 trouxinhas de maconha (que, depois, ele negou)”.

Para o delegado, as testemunhas reconheceram Xande como autor do assalto à AFPMO. Mas, no Boletim de Ocorrência, diz parda (quando ele é branco), as vítimas registraram que não o reconheceram por estar de capacete o tempo todo. Agora, a polícia terá de buscar mais provas, realizar oitivas, para provar, ou não, que Xande roubou R$ 119,6 mil da AFPMO.

O advogado Leo Bom também concedeu entrevista. Confira acima.

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