Homem morre após ser baleado em ação policial dentro de casa
Dois militares relataram ter efetuado 13 disparos; revólver, espingarda artesanal e pistolas da equipe foram apreendidos

Da Redação — O operador Luis Henrique Queiroz Perreneli, de 26 anos, morreu após ser baleado por policiais militares durante uma ação dentro de sua residência, no centro de Cajobi, na manhã de sábado (10). Segundo o boletim de ocorrência, dois integrantes da equipe efetuaram 13 disparos. A Polícia Militar afirma que o morador atirou primeiro contra um sargento.
A ocorrência começou por volta das 8h20. Perreneli foi levado ainda com sinais vitais ao hospital do município, onde a morte foi constatada às 9h50. O caso foi registrado no plantão da Polícia Civil de Barretos como morte decorrente de intervenção policial.
A delegada responsável esteve no imóvel e requisitou perícias no local, exame necroscópico e exames para pesquisa de resíduos de disparos. Na ocasião do registro, os laudos ainda eram aguardados. As duas pistolas utilizadas pelos militares, um revólver calibre .32 e uma espingarda artesanal foram apreendidos.
Entrada na residência
De acordo com o relato policial registrado no boletim, a equipe fazia patrulhamento quando avistou Perreneli no corredor da casa com um objeto semelhante a uma arma de fogo. Os militares afirmaram que, pela distância e pela rapidez da movimentação, não conseguiram identificar naquele momento se o objeto era uma arma real.
Ainda segundo essa versão, o morador correu para os fundos do imóvel ao perceber a aproximação da equipe. Os policiais relataram que já tinham recebido denúncias anônimas sobre comércio de drogas, ameaças, agressões e posse de armas naquele endereço, além de imagens de redes sociais entregues por moradores.
A equipe apontou essas informações, o objeto avistado e a fuga como motivos para entrar na residência. Um policial permaneceu na área externa, enquanto os outros dois avançaram pelo imóvel.
Conforme a narrativa apresentada à Polícia Civil, o sargento chegou a uma passagem para a lavanderia e viu Perreneli atrás de uma máquina de lavar, segurando uma arma. Os militares afirmam que ele apontou o revólver e disparou na direção do policial, que respondeu com tiros.
O segundo policial foi até os fundos após ouvir os disparos e também atirou. Segundo a equipe, Perreneli continuava com a arma apontada mesmo depois de atingido. O boletim atribui oito disparos ao sargento e cinco ao cabo, sem informar quantos atingiram o morador.
Armas, celulares e rádios apreendidos
Os policiais relataram ter afastado o revólver após a queda de Perreneli, verificado os demais cômodos e acionado o resgate. Segundo o registro, a cena foi parcialmente alterada para permitir o socorro e, depois, preservada para os trabalhos periciais.
O revólver Smith & Wesson calibre .32 recolhido no local continha cinco munições intactas e uma deflagrada. Também foi localizada uma espingarda de fabricação artesanal.
Após a liberação dos trabalhos periciais, foram recolhidos cinco celulares — três Redmi, um Samsung e um Poco — e dois rádios comunicadores. O boletim não relaciona apreensão de drogas.
O documento também menciona registros anteriores atribuídos a Perreneli por lesão corporal, ameaça, apropriação indébita de veículos e direção perigosa, sem apresentar decisões judiciais sobre esses episódios.
Os dois policiais que efetuaram os disparos constam no boletim como não usuários de câmeras corporais. Eles foram notificados para indicar defensores nos procedimentos das polícias Civil e Militar. O registro prevê a juntada dos laudos e a coleta de declarações e depoimentos.













