Ruas que alagavam estão secas, mas o grande teste não veio
Choveu pouco em outubro, e a obra antienchente segue sem teste

Do Diário — Olímpia somou cerca de 61 milímetros de chuva nos primeiros 13 dias de outubro. A maior chuva do mês, de aproximadamente 14 milímetros, caiu no dia 6, segundo estimativas do modelo meteorológico Open-Meteo para a cidade, e não de pluviômetro local. O acumulado até o dia 13 equivale a pouco mais da metade da média histórica de outubro em Olímpia, de cerca de 106 milímetros, segundo o Climatempo.
Quanto choveu em outubro
As estimativas meteorológicas para o município mostram um mês de chuvas frequentes, mas de pouco volume em cada dia. Entre 1º e 6 de outubro, choveu todos os dias, entre 4,7 e 14,1 milímetros. Depois, o tempo firmou, e os dias seguintes ficaram entre 0,1 e 3 milímetros.
Na terça-feira (13), dia das fotos feitas pela Defesa Civil, a estimativa é de 3 milímetros, com o ponto mais forte por volta das 15h, de 1,3 milímetro em uma hora.
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Locais que alagavam
A Defesa Civil fotografou, no início da noite de terça, pontos da cidade que já tiveram grandes alagamentos. As imagens foram enviadas pela Comunicação do município, a pedido do Diário, que afirma que, “diante do grande volume de chuvas registrado nos últimos dias, inclusive com precipitações intensas concentradas em curtos períodos, o sistema de drenagem urbana de Olímpia tem demonstrado bom funcionamento e capacidade de escoamento”.
A obra da Menina Moça
A obra foi entregue em 29 de julho. O novo sistema reúne uma galeria de águas pluviais e uma bacia de contenção, com investimento de cerca de R$ 3 milhões do Fehidro, o Fundo Estadual de Recursos Hídricos, com contrapartida do município.

Os serviços incluíram escavações, instalação de tubulações, bocas de lobo e poços de visita. O objetivo é reduzir alagamentos, preservar o pavimento e dar mais segurança à população, especialmente na parte alta da Avenida Menina Moça.
Outras intervenções e manutenção
A administração também cita a ampliação do sistema de drenagem nas regiões das avenidas Andrade e Silva, Menina Moça e Miguel Said Haidar. No trecho da Avenida Aurora Forti Neves, ao lado do Thermas dos Laranjais, a calha do córrego foi alargada.
Equipes fazem a limpeza periódica de galerias e bocas de lobo, para evitar entupimentos por lixo e outros materiais. Também há monitoramento técnico constante das galerias, que aponta onde é preciso fazer manutenção.
O grande teste ainda não veio
Com chuvas fracas e espaçadas, o outubro de Olímpia ainda não trouxe um temporal capaz de testar o limite da bacia de contenção e das galerias novas. Esse teste costuma chegar com as pancadas fortes do período chuvoso, que se intensifica nos próximos meses.
A administração municipal diz que segue monitorando o sistema e fazendo ações preventivas para reduzir os impactos das chuvas na cidade.



















