Cobertura contra a pólio em SP está abaixo da meta de 95%
Estado completa 38 anos sem casos de paralisia infantil, mas especialistas pedem vacinação em dia; há novo reforço aos 4 anos

Da Redação — A cobertura da vacina contra a poliomielite no Estado de São Paulo está abaixo da meta de 95%, e o alerta vem a um dia do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, neste sábado (24). Entre crianças menores de 1 ano, o índice chegou a 88,74% até agosto; no primeiro reforço, aos 15 meses, ficou em 84,51%.
O Estado completa 38 anos sem registrar nenhum caso da doença, também chamada de paralisia infantil. O último caso paulista foi em 1988, em Teodoro Sampaio, na região de Presidente Prudente. A vacinação em dia é o que mantém essa marca e impede a volta do vírus.
Mais um reforço aos 4 anos
Desde agosto, o calendário nacional inclui uma segunda dose de reforço da vacina inativada (VIP) aos 4 anos. O esquema agora tem cinco doses, todas injetáveis: aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos.
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinhaA gotinha oral deixou de ser usada em 2024. Todas as doses são gratuitas e aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Quem tem a caderneta de vacinação incompleta deve procurar a UBS do bairro para colocar as doses em dia.
Por que a vigilância continua
A poliomielite ainda não foi erradicada no mundo. O poliovírus selvagem circula no Afeganistão e no Paquistão, e há surtos ligados a outras formas do vírus em diferentes países. A preocupação é maior onde a cobertura vacinal está abaixo do recomendado.
Por isso, todo caso de paralisia flácida aguda em menores de 15 anos deve ser notificado e investigado, mesmo que o diagnóstico inicial seja outro. A investigação inclui coleta de fezes para pesquisa do vírus, de preferência até o 14º dia depois do início da fraqueza, e nova avaliação neurológica aos 60 dias.
Sobre a doença
A poliomielite é uma doença viral muito contagiosa que atinge crianças e adultos. A transmissão acontece sobretudo pela via fecal-oral, por água, alimentos ou objetos contaminados, e também pelo contato com secreções de pessoas infectadas.
A maioria dos infectados não tem sintomas. Quando aparecem, os mais comuns são febre, mal-estar, dor de cabeça, alterações no intestino e rigidez na nuca. Nos casos graves, o vírus atinge o sistema nervoso e pode causar paralisia súbita, principalmente nas pernas, com risco de sequelas permanentes e morte.
Serviço
Dia Mundial de Combate à Poliomielite: 24 de outubro
Onde vacinar: Unidades Básicas de Saúde (UBSs), gratuitamente
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