Venda de 11 terrenos por R$ 7,4 milhões é fechada em Olímpia
Contratos foram assinados nesta quarta (28); pagamento só começa em outubro de 2029, em até 60 parcelas

Da Redação — Quatro compradores assinaram nesta quarta-feira (28) os contratos de 11 terrenos públicos de Olímpia, arrematados em leilão por R$ 7,4 milhões. Os lotes ficam no bairro Recanto Bela Vista, no corredor da Avenida Wilquem Manoel Neves e da Rua Bela Vista.
A assinatura contou com o prefeito Geninho Zuliani e com os secretários Raquel Crepaldi, da Casa Civil, e Wilson França, de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável. O leilão eletrônico, o de número 019/2026, foi feito no início de outubro, pelo critério de maior lance.
Onde ficam os terrenos
Os 11 lotes somam 22.164,38 metros quadrados. A venda foi dividida em lotes individuais, para que mais de um interessado pudesse participar. As áreas devem receber atividades comerciais e industriais compatíveis com a legislação.
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A venda faz parte do Programa de Desenvolvimento Econômico de Olímpia, criado pela Lei Municipal 5.126/2025. O programa busca atrair investimentos, ampliar vagas de trabalho e aumentar a arrecadação do município.
Quanto cada comprador vai pagar
Os 11 lotes foram arrematados por quatro compradores, com estes valores:
- Lotes 1 a 5: Drogaria Santa Rita de Olímpia, R$ 3.363.595,15;
- Lotes 6 e 7: Lisandro Candido Borges, R$ 1.351.503,90;
- Lote 8: Conexão Serviços de Escritório e Apoio Administrativo, R$ 693.169,99;
- Lotes 9 a 11: Plato-Polo Embreagens, R$ 2.019.035,00.
A soma fecha R$ 7.427.304,04, o valor total das propostas vencedoras.
Pagamento começa só em 2029
Todos os compradores escolheram pagar a prazo. A lei permite até 60 parcelas mensais, com carência de 36 meses para a primeira, contada da assinatura do contrato. O valor é corrigido uma vez por ano pelo IPCA.
Como os contratos foram assinados em outubro de 2026, as parcelas começam a vencer em outubro de 2029. Por isso, os R$ 7,4 milhões não são uma receita já recebida pela Prefeitura: o valor representa o total das propostas vencedoras.

O que os compradores precisam cumprir
A lei exige que cada empresa apresente o plano de implantação das atividades no prazo previsto. As obras ou construções devem começar em até dez meses após a assinatura do contrato.
Os projetos precisam respeitar a área mínima construída e as normas urbanísticas, ambientais e de licenciamento. As atividades devem começar dentro do prazo legal, contado da emissão do alvará de obra.
Se as obrigações não forem cumpridas, o imóvel pode voltar ao patrimônio do município, junto com as benfeitorias, nos casos previstos em lei.
Incentivos fiscais
Os estabelecimentos que cumprirem os requisitos podem ter isenção de taxas ligadas à obra, à localização e à fiscalização de funcionamento, além de isenção de IPTU pelo período previsto em lei. Os benefícios dependem de requerimento à Comissão Executiva do programa.
Os resultados esperados, como novas vagas e ampliação de negócios, dependem de as empresas tirarem os projetos do papel.



















