Homem morre após colisão traseira na Assis Chateaubriand, em Olímpia
Passageiro de um Fiat Uno morreu ao chegar à Santa Casa; segundo a polícia, motorista do Civic deixou o local sem prestar informações

Do Diário — José Antonio Beserra dos Santos, de 50 anos, morreu após o Fiat Uno em que estava ser atingido na traseira por um Honda Civic na noite de domingo (18), na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), na zona rural de Olímpia. A colisão ocorreu por volta das 21h31, no km 137,8, no sentido Guapiaçu.
Segundo o boletim de ocorrência, José Antonio era um dos três ocupantes do Uno socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele morreu na chegada à Santa Casa de Olímpia.
A Polícia Militar relatou que os dois veículos trafegavam no mesmo sentido. A descrição da colisão traseira foi feita a partir de entrevistas com os envolvidos, dos vestígios encontrados e da posição final e dos danos dos automóveis. O Instituto de Criminalística foi acionado para realizar a perícia.
O Civic era conduzido por D. L. P., de 28 anos, cuja profissão não foi informada no registro. Conforme o relato policial, ele e o passageiro do banco dianteiro deixaram o local sem prestar as informações necessárias à elaboração da ocorrência.
A identificação do motorista foi fornecida à polícia pelo irmão dele, J. V. L. P., de 19 anos, que também estava no Civic e recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O jovem afirmou que o irmão dirigia o automóvel e que os outros dois ocupantes não procuraram atendimento porque não haviam sofrido ferimentos.
Atendimento e perícia
O passageiro de 19 anos sofreu lesões na cabeça e cortes. Os policiais registraram vestígios de cabelo e sangue na região da alça de teto do lado direito do banco traseiro do Civic, além de sangue no assento, considerados compatíveis com os ferimentos descritos.
O boletim também relata sinais de possível embriaguez nesse passageiro, como fala pastosa, odor de álcool e olhos avermelhados. O documento não apresenta resultado de teste de alcoolemia do motorista.
O Uno era dirigido por F. N. R. A., de 38 anos. Outra ocupante, J. M. C., de 51 anos, foi atendida na UPA, recebeu alta e deixou a unidade antes de prestar declarações à equipe policial. O registro não informa o estado de saúde da condutora.
O local foi preservado para os trabalhos da perícia, realizados entre aproximadamente 2h e 2h30 de segunda-feira (19). Também foram registrados danos em cerca de dois metros de uma canaleta de concreto da rodovia.
O Uno foi recolhido ao pátio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em Barretos, por irregularidade no licenciamento. O boletim relaciona ainda autuações por condução sem habilitação e por permitir que pessoa não habilitada dirigisse. A velocidade máxima indicada para o trecho é de 80 km/h, mas o documento não informa a velocidade dos veículos no momento da batida.
A ocorrência foi registrada no plantão da Delegacia Seccional de Barretos como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. Não houve prisão em flagrante. As circunstâncias e a responsabilidade pela colisão serão apuradas.
O atendimento teve a participação dos policiais militares Narciso de Oliveira Pita Neto e Josuel de Souza Silva, com apoio do sargento Luís Antônio. Também atuaram Luís Ricardo e Leonardo Machioni, do DER, e o perito Rodes e o fotógrafo Diego, do Instituto de Criminalística de Barretos.













