O Thermas dos Laranjais, Hot Beach, Vale dos Dinossauros, Águas de Olímpia, e outros, não estarão abertos antes de 12 de outubro, e isso se a região administrativa de Barretos, a qual a Estância de Olímpia pertence, estiver na Fase Verde, 5, há pelo menos 28 dias consecutivos. A incerteza ronda o setor turístico de Olímpia, afinal, sem os parques abertos, a extensa e moderna hotelaria estará praticamente recebendo apenas hóspedes ocasionais e, mesmo assim com limitações.

Enquanto isso, após mais de 100 dias fechado, o Beach Park, no Ceará, reabre as suas portas com todos os protocolos de segurança. No contraponto, o Plano São Paulo, do governador Dória, do qual ele se gaba de que “é inovador porque ele tem gatilhos de endurecimento, não é só um programa de flexibilização. Por isso o Plano São Paulo é bom, ele tem uma visão de quarentena heterodoxa que analisa região por região e cidade por cidade com base na saúde. Portanto, esse zelo e atenção nós teremos permanentemente e isso diminui o risco de uma segunda onda”.

Mas, o setor empresarial, toda uma Estância, está quebrando, segundo alguns comerciantes reclamam, e com razão, nas redes sociais. Matheus Pavese Vieira Marcondes, proprietário de uma sorveteria, rebateu após a divulgação feita pelo governador João Dória acerca dos parques temáticos: “Os restaurantes e bares da cidade não aguentam mais três meses nessa toada. O que o governo estadual está fazendo com as cidades é um crime. A cidade vai passar pela maior recessão da história. Quando o turista finalmente vier, não vai encontrar opções para fazer refeições e se divertir. A verdade dói, mas é isso. Aguentar esses meses assim já está difícil, mais três meses seria impossível”.

Segundo a sexta edição do Plano SP, divulgada no último dia 10, os parques temáticos só vão reabrir praticamente um mês em plena ‘fase verde’ que, no caso de Olímpia, depende de toda uma região complicada, a de Barretos, que tem um Hospital do Câncer recebendo milhares de pessoas de todo o Brasil, portanto, com aglomerações e diversidade de pessoas circulando.

Mesmo com 28 na fase verde, os parques temáticos vão enfrentar limitações previstas no Plano São Paulo: ocupação máxima de 60%, público em pé com distanciamento social (haverá marcações para delimitar a distância mínima) e uso de máscaras em todos os ambientes.

Também será necessário haver venda de ingressos ou inscrições online, com marcação de assentos e horários pré-agendados, e controle de acesso para garantir a lotação autorizada.

Os parques deverão adotar protocolos específicos para o setor e para brinquedos que geram aglomeração, mas isso não será problema, pois há um plano praticamente pronto feito pelos parques em conjunto com autoridades sanitárias, especialistas e autoridades públicas.

PARQUES ABREM DIA 20 NO CEARÁ

Enquanto isso, no Ceará, o Beach Park que costuma receber 1 milhão de turistas por ano (em contraponto com os três milhões do Thermas dos Laranjais de Olímpia), está pronto para reabrir a partir da próxima segunda-feira (20), conforme publica a “IstoÉ Dinheiro” em sua principal matéria de capa, em recente edição – “O Turismo está de Volta” (para eles, não para São Paulo).

Beach Park Fortaleza reabre no próximo dia 20

Para se ter uma ideia da ‘segunda pandemia’, a econômica, a CVC Corp, maior agência de viagens da América Latina, projetou perdas nesse período de R$ 1,1 bilhão. E. se olharmos o setor do Turismo brasileiro, segundo recentes contas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a cadeia do Turismo no Brasil já acumula prejuízos de R$ 87,79 bilhões relacionados ao mesmo período do ano passado, e uma queda de mais de 90%.

Mas, segundo a reportagem de “IstoÉ Dinheiro”, quem reabrir sabe que o cenário não será de muitas comemorações e não como antes. O Rio Quente Resorts, em Goiás, reaberto desde o dia 9 passado, adotou protocolos rígidos de medição de temperatura de todos os turistas, entre outros procedimentos quase militarizados. E vai amargar uma queda de mais de 50% no faturamento do ano.

Das 37 unidades Whyndham no País, apenas seis estão fechadas, entre elas o Royal de Olímpia. Mas, a crise não se abate só no Brasil. No mundo, segundo organizações internacionais, a queda será de mais de 22% em todos os destinos.

Das 37 unidades Whyndam, seis estão fechadas, entre elas o Royal de Olímpia

Mas, é preocupante para a Estância Turística de Olímpia: enquanto o Turismo representa quase 4% do PIB (Produto Interno Bruto) do País, em Olímpia é muito mais, considerando uma teia de empreendimentos turísticos, casas de temporada, empresas, restaurantes, lanchonetes, fast-foods de renome, e outros, que se instalaram no entorno dos lucros dos turistas, desenvolvendo uma cidade que, mesmo assim, alguns setores torcem o nariz como se turistas fossem intrusos. Mas, não são. Eles trazem o tijolo de construção de uma nova cidade, uma nova realidade que, atualmente, está à mercê de um governador que se gaba de ser inflexível.

Segundo dados da Associação Comercial e Industrial de Olímpia (ACIO), mais de 13 mil demissões, pelo menos, serão sentidas em Olímpia durante essa pandemia, revela Flávio Vedovato, presidente da entidade. Só resta, cada um fazer a sua parte, se cuidar contra a Covid-19 e, se tiver fé, orar.

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