Polícia faz buscas na Câmara de Olímpia e envolve presidente e assessores
Operação Caixa Frio investiga supostos repasses de salários ao presidente da Câmara de Olímpia. Justiça expediu mandados de prisão e busca.

Da Redação — O presidente da Câmara de Olímpia, Flávio Olmos, e assessores de seu gabinete são investigados por suspeita de repasses de parte dos salários de servidores comissionados ao parlamentar. Nesta quinta-feira (15), a Polícia Civil realizou a Operação Caixa Frio, com quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Fotos Divulgação
As buscas atingiram o gabinete do vereador, residências dos investigados e outros endereços ligados à apuração. A operação buscou documentos, celulares, computadores e objetos que possam ajudar a esclarecer o destino dos recursos.
A investigação apura suspeitas de peculato e associação criminosa. A hipótese é de que servidores comissionados fossem obrigados a entregar parte de suas remunerações, com posterior destinação dos valores ao agente político.
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinhaInvestigação analisa movimentações financeiras
A Polícia Civil afirma, em nota, que reuniu depoimentos, documentos, extratos bancários e relatórios de inteligência financeira. Também analisou dados obtidos com a quebra de sigilos bancários e comunicações sobre movimentações financeiras consideradas atípicas.
Para os investigadores, os elementos indicam uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos e movimentações financeiras relacionadas entre si. Esses indícios embasaram o pedido das medidas autorizadas pela Justiça.
O nome Caixa Frio faz referência a um comércio de sorvetes que pertence a um dos investigados. Segundo a apuração policial, o local teria sido usado para entregas de dinheiro relacionadas ao suposto esquema.
A Delegacia Seccional de Polícia de Barretos conduziu a operação, com equipes da Delegacia de Investigações Gerais, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes e da Central de Polícia Judiciária. A Força Tática da Polícia Militar prestou apoio operacional.
Câmara se coloca à disposição das autoridades
Em nota, o vice-presidente da Câmara, Marcelo da Branca, afirmou que respeita o trabalho das autoridades e que o Legislativo está à disposição para colaborar.
“Em razão do sigilo das investigações, a Câmara não emitirá comentários sobre os fatos em apuração e permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos e colaborar com o que for necessário.”
A Polícia Civil dará continuidade à análise do material apreendido e às demais diligências para esclarecer os fatos e identificar eventuais outros envolvidos. A investigação segue sob sigilo.



















