Polícia do Paraná indicia quatro por execução de olimpiense
Diego Henrique Afonso, de Olímpia, é uma das quatro vítimas; pai e três filhos foram indiciados e seguem presos preventivamente

Da Redação — Diego Henrique Afonso, de Olímpia, está entre as quatro vítimas de uma execução em Icaraíma, no Paraná. O inquérito foi concluído na terça-feira (27), com quatro indiciados, todos presos preventivamente.
Os quatro suspeitos, um pai e três filhos, respondem por quatro homicídios qualificados, quatro ocultações de cadáver, associação criminosa e fraude processual. A Polícia Civil do Paraná conduziu a investigação.

Quem são as vítimas
Além de Diego, morreram Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, ambos de Rio Preto, e Alencar Gonçalves de Souza Giron, de Icaraíma e contratante do grupo.

Dívida de R$ 255 mil
Os quatro homens foram atraídos até uma propriedade rural sob o pretexto de cobrar valores do desfazimento de um negócio imobiliário. A dívida, representada por dez notas promissórias, somava R$ 255 mil.
Emboscada e corpos escondidos
No local, as vítimas foram surpreendidas por uma emboscada e mortas a tiros, com armas de fogo de diferentes calibres. Os corpos e o veículo usado por elas foram escondidos em compartimentos subterrâneos clandestinos.
A polícia também identificou ações para eliminar vestígios e atrapalhar a apuração. “A investigação revelou uma empreitada criminosa de excepcional complexidade, com indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada de um grupo com significativa influência na região”, afirma a corporação.

Como o caso foi reconstituído
O inquérito reuniu exames periciais, análises balísticas, extração de dados de aparelhos eletrônicos, análise de dados telemáticos e financeiros, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, depoimentos de dezenas de testemunhas e medidas cautelares.
“A análise integrada desses elementos permitiu reconstruir a dinâmica criminosa e individualizar a participação dos quatro investigados”, informa a polícia.
Próximos passos
O inquérito seguiu para o Ministério Público, que decide se apresenta denúncia à Justiça. A Polícia Civil não descarta o envolvimento de outras pessoas, “inclusive nos núcleos de execução, apoio logístico e ocultação de vestígios”.
O que diz a defesa
“A complexidade do caso não afasta o dever de observar a duração razoável do procedimento, sobretudo quando há pessoas privadas de liberdade”, diz a defesa.
Os advogados dizem que vão se pronunciar sobre as acusações nos autos, no momento oportuno. Ressaltam que “o indiciamento não representa reconhecimento de culpa, permanecendo assegurada a presunção de inocência”.



















