A 56ª edição do Festival do Folclore da Estância Turística de Olímpia, edição online, prossegue nesta terça-feira (11) com apresentações de 10 grupos, através das redes sociais do Diário de Olímpia, além dos canais oficiais do Fefol.

Fortaleza: Maracatu Az de Ouro

Após a abertura com os locutores, entra em cena o Maracatu AZ de Ouro, de Fortaleza, Ceará, que participou do Fefol em 2011, fundado em 26 de setembro de 1936 por Raimundo Alves Feitosa, com o objetivo de se criar um maracatu para o carnaval de rua de Fortaleza.

Em 1937, desfilou pela primeira vez, com 42 participantes e foi campeão do carnaval de rua, em 1980. Nos anos recentes, ficou entre os 5 melhores maracatu de Fortaleza. Atualmente, possui 270 integrantes e é dirigido por Marcos Gomes e Lucineide Magalhães.

Companhia Santos Reis Os Visitantes de Belém, Olímpia

Já a segunda apresentação da noite, a Companha de Santos Reis “Os Visitantes de Belém”, de Olímpia, é dirigida por Geraldo dos Santos. Fundada há quase 20 anos, traz a animação dos instrumentistas e dos palhaços.

Em sua apresentação, os palhaços representam os soldados do rei Heródes. “As fantasias e máscaras serviram para despistá-lo enquanto os reis magos visitavam o Menino Jesus, em Belém”, conta o diretor.

Congada Três Colinas, Franca (SP)

Tradicional no festival, a Congada Três Colinas, de Franca, São Paulo, será a terceira atração da noite. A festa de folia de reis e congada em Franca começou em 1960, com os irmãos Calito e Tininho. Foi na Praça Barão, onde se reuniram mais de 30 grupos, inclusive com transmissão ao vivo pela PRB5, emissora de rádio da época. Foi o primeiro encontro deste gênero. Na época, as folias faziam suas festas individualmente, mas os irmãos, que apresentavam um programa de auditório aos domingos, tiveram a ideia de fazer uma festa para reunir vários grupos em uma só apresentação. Como já faziam concurso de violeiros, resolveram também fazer um concurso de Folias de Reis, Várias Cias participaram, entre elas a Congada Três Colinas, uma das mais conhecidas também do Festival do Folclore.

SE: Ciranda de Rodas e Lavadeiras

Dois grupos de Lagarto, Sergipe, se apresentam na sequência: o Ciranda de Rodas e o Lavadeiras. Conta a história que, no ano de 1817, no Norte do País, na fazenda do Coronel Maximiliano Monteiro, os escravos durante as suas noites vazias criaram uma maneira de se divertir. Ao redor das fogueiras juntavam as mãos e formavam uma grande roda com cantorias e versos, animando os jovens e os velhos.

Daí foi criado este folclore que, nos dias de hoje, é chamado de Ciranda de Roda. Na época, com a permissão dos coronéis, começaram a dançar em todas as fazendas da região e dos seus arredores, até chegar às grandes cidades, sendo reconhecida como folclore brasileiro.

O grupo Lavadeiras conta a tradição das lavadeiras de roupas nas beiras dos rios e riachos próximos, com bacias, trouxas e gamela na cabeça. Enquanto lavavam as roupas, a cantoria seguia e as crianças brincavam e se banhavam nas águas. As roupas eram estendidas nos capins para alvejar. Depois de enxaguar, eram colocadas nas cercas de arame para secar. Enquanto isso, a música continuava transmitindo alegria, apesar da vida difícil que elas levavam. Os dois são coordenados por Maria Ione do Nascimento.

Companhia de Reis Filhas de Maria, Olímpia

Mais uma Companhia de Santos Reis, a “Filhos de Maria”, de Olímpia, entra em cena. Fundada em maio de 2008, é comandada por Lourival Correa, o popular Loro. Com 26 integrantes, participa dos Festivais do Folclore há 11 anos.

Guarda de Moçambique do Instituto Cultural Reino do Rosário (MG)

Sétima apresentação da noite, a Guarda de Moçambique do Instituto Cultural Reino do Rosário, de Timóteo, Minas Gerais, que completou 15 anos de atividades no dia 23 de maio. A data torna-se cada vez mais importante para a comunidade que cultua seus santos padroeiros de geração em geração. Fundado em 2005, o Instituto é o único representante da Guarda de Moçambique no Vale do Aço.

Atualmente, a Guarda de Moçambique é presidida pelo Capitão-mor Luís Fabiano dos Santos e por Medianeira Maria, como vice. São muitas as participações do grupo, composto por cerca de 70 integrantes que representam o município e o estado de Minas Gerais em vários festejos. Estiveram em Olímpia no ano passado.

Vilão de Santa Efigênia, de Catalão, Goiás

Vilão de Santa Efigênia, de Catalão, Goiás, será o oitavo da programação desta terça-feira. Foi fundado em 1954, por Joaquim Coelho, também sob influência das festas realizadas em cidades mineiras. A principal característica do Vilão é as manguaras, enfeitadas com fitas coloridas em suas pontas e que chegam a até 2 metros de comprimento.

Além das manguaras, os vilões, dispostos em duas fileiras, também evoluem com facões de madeira, que simbolizam a luta dos escravos. O apito do capitão dá o ritmo das batidas ensaiadas de uma vara na outra e é ele quem puxa o couro de vozes que canta em homenagem a Nossa Senhora. O caixeiro e o sanfoneiro puxam o ritmo. No total, são 46 integrantes.

RS: Tradições Gaúchas de Ouro Negro, Canoas

O Rio Grande do Sul será representado no Fefol Digital por vários grupos. Um deles é o Departamento de Tradições Gaúchas Tropeiros do Ouro Negro, de Canoas, a nona atração da noite. Trata-se de um departamento ligado ao Clube dos Empregados da Petrobrás – CEPE, localizado na cidade de Canoas. Fundado em maio de 2012, o primeiro Patrão foi o Sr. Ociran Agosta de Freitas. Tem como lema “Trabalhando a riqueza e mantendo as raízes do Rio Grande”. Conta com aproximadamente 150 famílias associadas e a sua atual Patroa é Marcela Carlos. Internamente é organizado em quatro grupos de danças: invernada mirim, juvenil, adulta e veterana. Além do Departamento Jovem, Cultural e Truco.

A invernada adulta existe desde 2014 e participou de seu 1º ENART (Encontro de Artes e Tradição Gaúcha) em 2017. O grupo participou do Desafio Farroupilha, programa da RBS TV, em 2018, com o tema “Olhos do Coração”, que destacou a Inclusão Social nos CTGs, e está participando novamente neste ano, onde o tema é “Conte Comigo”, que homenageia os profissionais de saúde.

Mensageiros da Paz (Olímpia) e Terno de Congo Xambá (MG)

A noite será encerrada com dois grupos folclóricos: a Cia de Santos Reis Mensageiros da Paz, de Jesus Delomodarme, que fez sua participação em 2016, no Fefol, e o Terno de Congo Xambá, de São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais, que tem 105 anos de fundação.

O Festival prossegue na quarta-feira, dia 12, com compilado das peregrinações e apresentações de grupos.

O evento é uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer, com apoio promocional da TV TEM, de empresas e de associações culturais.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA SEMANA

Dia 12 – Quarta-Feira

20h – Abertura

  • Apresentação das Peregrinações das edições anteriores
  • Apresentações de Grupos Folclóricos e Parafolclóricos
  1. CTG Estância da Serra – Osório/Rio Grande do Sul
  2. Os Catireiros – Olímpia/São Paulo
  3. Grupo Banda de Congo Beatos de São Benedito – Vila Velha/Espírito Santo
  4. Grupo Mineiro Pau e Boi Pintadinho – Santo Antônio de Pádua/Rio de Janeiro
  5. Cia de Santos Reis “Estrela da Guia” – Olímpia/São Paulo
  6. Grupo Nação Maracatu Porto Rico – Recife/Pernambuco
  7. Grupo Catupé Filhos de Itamogi – Itamogi/Minas Gerais
  8. Coletivo Candace de Danças Populares Contemporâneas – Salvador/Bahia
  9. Terno de Sainha Irmãos Paiva – Santo Antonio da Alegria/São Paulo
  10. Grupo Cultural Xique Xique – Maceió/Alagoas

22h30 – Encerramento

Dia 13 – Quinta-Feira

20h – Abertura

  • Apresentações de Grupos Folclóricos e Parafolclóricos
  1. Grupo Balé Folclórico SISAIS – Pocinhos/Paraíba
  2. Cia de Santos Reis “Fernandes” – Olímpia/São Paulo
  3. Grupo Boi Calemba Pintadinho – São Gonçalo do Amarante/Rio Grande do Norte
  4. Grupo Terno de Congo Marinheiros – Irmandade São Domingos – Passos/Minas Gerais
  5. Grupo Folclórico de Danças Afro-brasileiras e Capoeira – Olímpia/São Paulo
  6. Grupo de Siriri Flor de Atalaia – Cuiabá/Mato Grosso
  7. Cia de Santos Reis “Caminho de Belém” – Olímpia/São Paulo
  8. Balé Popular de Bezerros “Papanguarte”- Bezerros/Pernambuco
  9. Grupo Manifestações Parafolclóricas Parananin – Ananindeua/Pará
  10. Grupo Folclórico Tropeiros do Litoral – Itapema/Santa Catarina

22h30 – Encerramento

Dia 14 – Sexta-Feira

20h – Abertura

  • Apresentação da Vila Brasil das edições anteriores
  • Apresentações de Grupos Folclóricos e Parafolclóricos
  1. Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestina – Fortaleza/Ceará
  2. Cia de Santos Reis “Os Viajantes de Belém” – Olímpia/São Paulo
  3. Banda de Congo Panela de Barro de Goiabeiras – Vitória/Espírito Santo
  4. Grupo Terno Penacho São Benedito – Catalão/Goiás
  5. Grupo Parafolclórico Terra da Luz – Fortaleza/Ceará
  6. Grupo Folclórico Aruanda – Belo Horizonte/Minas Gerais
  7. Cia de Danças Trilhas da Amazônia – Belém/Pará

22h30 – Encerramento

Dia 15 – Sábado

20h – Abertura

  • Apresentações de Grupos Folclóricos e Parafolclóricos
  1. Grupo Centro de Pesquisas Folclóricas Raízes Litorâneas – Xangri-Lá/Rio Grande do Sul
  2. Grupo Samba Lenço – Mauá/São Paulo
  3. Grupo Cultural Luz do Sertão – Salgueiro/Pernambuco
  4. Grupo Parafolclórico Frutos da Terra – Olímpia/São Paulo
  5. Grupo Parafolclórico Frutos do Pará – Belém/Pará
  6. Grupo Fandango de Tamanco – Capão Bonito/São Paulo
  7. Grupo Parafusos – Lagarto/Sergipe
  8. Grupo Taieiras – Lagarto/Sergipe
  9. Grupo Caiapó Mata a Dentro – São José do Rio Pardo/São Paulo
  10. Grupo Cia Cultural Una Grande “Boi de Una – Morros/Maranhão
  11. Grupo Parafolclórico Pôr do Sol – Quinta do Sol/Paraná

23h – Encerramento

Dia 16 – Domingo

20h – Abertura

  • Apresentação dos Desfiles das edições anteriores
  • “Passeio no Recinto” (imagens de edições anteriores do Parque, de Barracas, Artesanato, Exposições, Comidas Típicas, entre outro)
  • Apresentações de Grupos Folclóricos e Parafolclóricos
  1. Grupo AGFAL – Alta Mira/Pará
  2. Grupo Departamento de Tradições Gaúchas Tropeiros do Ouro Negro – Canoas/Rio Grande do Sul
  3. Grupo de Tradições Populares Acauã da Serra – Campina Grande/Paraíba

22h10 – Apresentação da tradicional queima de fogos das edições anteriores

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