DA REDAÇÃO — Cerca de 190 mil pessoas passaram pelo 62º Festival do Folclore de Olímpia entre os dias 1º e 9 de agosto, segundo o balanço divulgado após o encerramento da programação. O maior movimento ocorreu no sábado (8), quando quase 39 mil visitantes estiveram no Recinto do Folclore.

A edição reuniu aproximadamente 70 grupos folclóricos e parafolclóricos de 20 estados, com representantes das cinco regiões do país. Ao todo, cerca de 2.800 integrantes participaram das atividades, entre dançarinos, cantadores, músicos e dirigentes das agremiações.

O festival teve mais de 130 apresentações noturnas no palco principal e aproximadamente 50 participações durante o dia. Além do Recinto, os grupos ocuparam escolas, ruas, estabelecimentos comerciais, instituições e outros espaços públicos de Olímpia.

Encerramento leva grupos inéditos ao palco

A programação terminou no domingo (9), com apresentações da Orquestra de Violas Caipira ABECAO, de Olímpia, do Grupo Miraíra, do Ceará, e do Grupo Parafolclórico Eco Marajoara, do Pará.

Os grupos cearense e paraense participaram do Fefol pela primeira vez. A cerimônia encerrou os nove dias de atividades e iniciou a preparação para a edição de 2027.

Rio de Janeiro participa com dez grupos

Com o tema “Aquele Abraço”, o festival homenageou o Estado do Rio de Janeiro. Dez grupos de seis municípios fluminenses formaram a maior delegação visitante desta edição.

A referência ao Rio esteve presente na identidade visual, nos murais, na decoração e nos tapetes aéreos instalados no Recinto. Manifestações como jongo, folias de reis e samba também integraram a programação.

A abertura, no dia 1º, concentrou as principais atividades ligadas à homenagem. A programação começou com o lançamento do Anuário do Fefol, passou pela inauguração da Vila Brasil, pelo hasteamento das bandeiras e terminou com a cerimônia na arena.

O espetáculo de abertura reuniu cerca de 600 alunos, professores, servidores da rede municipal, artistas e integrantes da comunidade. A apresentação foi inspirada no trabalho do professor José Sant’anna, criador do festival, e destacou o papel das escolas na preservação das manifestações populares.

Depois do desfile das delegações pela arena, os grupos fluminenses ocuparam o palco principal. O cantor Neguinho da Beija-Flor encerrou a primeira noite.

Atividades recebem mais de 7,5 mil alunos

Mais de 7.500 estudantes de Olímpia e de municípios da região participaram das atividades educacionais, conforme o balanço da organização.

O Minifestival reuniu apresentações de alunos das redes municipal e particular de ensino, em interação com os grupos visitantes. A programação também contou com a Gincana de Folclore e a Folclorança, voltadas às brincadeiras tradicionais e à transmissão da memória popular.

Pavilhões ampliam programação

O Pavilhão Saberes e Sabores recebeu apresentações musicais, artesanato e gastronomia durante as noites do festival.

Já o Pavilhão Institucional reuniu atrações e espaços mantidos pelo Museu Catavento, secretarias municipais, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Escola Reis Neves e município de Parintins.

Transmissões alcançam 106 mil visualizações

As transmissões do festival somaram mais de 106 mil visualizações no Facebook e no YouTube. No Instagram, os conteúdos relacionados à edição chegaram a 2,5 milhões de visualizações, número superior ao registrado em 2025.

Os dados abrangem públicos diferentes e não devem ser somados à estimativa de visitantes presenciais. Visualizações nas redes também não correspondem necessariamente a usuários únicos.

Exposição permanece aberta até março

A exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro” continuará aberta até 31 de março de 2027, na Estação Cultural de Olímpia (ECO).

A mostra reúne fotografias, indumentárias, obras de arte, objetos, vídeos e depoimentos relacionados às manifestações populares de Olímpia e do Rio de Janeiro. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Instituto CUIA.

Amazonas será homenageado em 2027

O Amazonas será o estado homenageado no 63º Festival do Folclore, marcado para o período de 7 a 15 de agosto de 2027.

A próxima edição celebrará o Jubileu de Trigo, correspondente aos 63 anos do evento. O anúncio foi feito durante a abertura deste ano e colocou as tradições amazônicas, com destaque para a cultura de Parintins, no centro da próxima programação.