Tereos cria sistema que reduz falhas de automação em usinas
Ferramenta criada pela Tereos já acompanha cinco unidades e deve chegar a mil controles até março de 2027

Da Redação — A usina Cruz Alta, em Olímpia, e outras quatro unidades da Tereos passaram a operar por mais tempo no modo automático depois da adoção de um sistema criado pela própria empresa. A ferramenta funciona desde abril e agora será ampliada.
Entre abril e agosto, o uso do modo automático nos controles acompanhados subiu de 83,5% para 95,8%. Os controles que operavam em automático por menos de 80% do tempo caíram de 101 para 18, uma redução de 82%.
A estabilidade do processo também melhorou. A proporção de tempo em que as variáveis monitoradas ficaram a até 5% do valor desejado passou de 62,7% para 69%.
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Como o sistema funciona
A ferramenta usa os dados da operação já registrados na plataforma de monitoramento industrial da empresa, adotada no Brasil e na França, combinados a algoritmos de código aberto. Todos os dias, ela mostra quais controles pedem atenção e que tipo de intervenção pode ser necessária: ajuste na operação, manutenção de instrumentos ou revisão dos parâmetros da automação.
Durante a madrugada, os algoritmos consolidam os dados e geram os relatórios e a lista de prioridades. Os cálculos seguem regras fixas e auditáveis. As decisões continuam com os profissionais das unidades. Quando o expediente começa, os engenheiros já encontram os relatórios prontos e podem se dedicar ao processo.
Cinco unidades e economia anual
Além de Cruz Alta, o sistema está em Mandu, São José, Tanabi e Vertente. Hoje, acompanha cerca de 40% dos controles de processo dessas unidades.
Por ser desenvolvido internamente, dispensou novas licenças e eliminou um gasto anual de R$ 150 mil com um software contratado antes.
Resultado em Tanabi
Na unidade de Tanabi, o monitoramento apontou seis controles da etapa de evaporação, que concentra o caldo da cana, funcionando quase o tempo todo no modo manual. As equipes trataram as condições operacionais e ajustaram os controles.
O uso do automático nessa etapa passou de 4,6%, entre abril e meados de junho, para 93%, entre julho e setembro, com melhora na estabilidade.
Meta é dobrar o monitoramento
A meta é chegar a mil controles monitorados até março de 2027, o dobro da cobertura atual. Em uma etapa posterior, a empresa pretende criar recursos de simulação de processos, para ajudar a definir os parâmetros de funcionamento dos controles e deixar a operação mais eficiente e preditiva.


















