DA REDAÇÃO — A unidade Cruz Alta, em Olímpia, integra o balanço da safra 2025/2026 da Tereos com uma certificação de agricultura regenerativa, voltada ao cuidado com o solo e à biodiversidade. No conjunto das operações, a empresa registrou queda de 40% nos acidentes com afastamento em relação ao ciclo anterior.

Os resultados fazem parte do Relatório de Sustentabilidade 2025/2026, lançado hoje (8). A certificação Regenagri da Cruz Alta, anunciada em fevereiro, abrange práticas agrícolas avaliadas por auditoria externa.

Entre os critérios estão o uso de matéria orgânica e biofertilizantes no solo, a cobertura vegetal entre os ciclos da cana e o manejo biológico de pragas. A avaliação também considerou o aproveitamento de água da chuva e o uso de energia renovável.

A Tereos encerrou a safra com 68,19% do volume total de cana processada certificado por normas internacionais. Toda a cana própria tem certificação Bonsucro, voltada à produção de cana-de-açúcar.

Fertilizantes e aproveitamento de subprodutos

A companhia ampliou a aplicação de vinhaça nos canaviais próprios e o uso de produtos biológicos no cultivo. A vinhaça é um subproduto da produção de etanol utilizado na adubação.

Uma parceria com a Atlas Agro prevê a compra futura de fertilizantes nitrogenados produzidos com hidrogênio verde. A proposta é substituir cerca de 30% do nitrogênio consumido nos canaviais, com potencial estimado de evitar 8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.

Economia de insumos e testes com tratores

Nas unidades Mandu e Vertente, o controle individual dos bicos de aplicação permitiu economizar 4% dos insumos usados nos canaviais dessas operações.

Já os testes com tratores autônomos apontam potencial de aumentar em até 20% o rendimento dos equipamentos e reduzir em até 10% o consumo de diesel. A empresa também testou tratores movidos a etanol em condições reais de trabalho.

Metas de redução de emissões

A Tereos prevê reduzir em 50% as emissões diretas de suas operações e as associadas à energia adquirida até a safra 2032/2033. Para as emissões da cadeia produtiva e aquelas ligadas à agricultura e ao uso da terra, a meta informada é de redução de 36%.

As metas climáticas foram validadas pela iniciativa internacional Science Based Targets Initiative. A companhia também estabelece como objetivo alcançar emissões líquidas zero até 2050.

“Os resultados desta safra reforçam que a descarbonização deve avançar de forma integrada em toda a cadeia”, afirma Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade, Novos Negócios e Relações Institucionais da Tereos.

Na área de segurança do trabalho, a redução dos acidentes com afastamento é atribuída pela empresa a medidas de prevenção, capacitação e gestão de riscos.