Emprego quase zera em agosto, mas Olímpia acumula 498 novas vagas
Construção abriu 48 vagas em agosto, enquanto indústria perdeu 45 e comércio fechou outras 29

Por Leonardo Concon — Olímpia criou apenas cinco empregos com carteira assinada em agosto, resultado de 802 admissões e 797 desligamentos. Apesar do desempenho praticamente estável no mês, o mercado formal mantém saldo de 498 novas vagas em 2026, mais que o dobro das 219 registradas no mesmo período do ano passado.
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram também uma mudança importante na composição desse avanço. Olímpia contratou menos trabalhadores neste ano, mas também demitiu consideravelmente menos.
De janeiro a agosto de 2026, foram 6.919 admissões e 6.421 desligamentos. No mesmo período de 2025, o município havia registrado 7.071 contratações e 6.852 demissões.
Assim, mesmo com 152 admissões a menos, Olímpia teve 431 desligamentos a menos. O resultado líquido passou de 219 para 498 vagas, crescimento de 127,4%.
O estoque chegou a 18.979 empregos formais em agosto.

Agosto perde força em relação a 2025
O desempenho isolado de agosto foi mais fraco que o registrado no mesmo mês do ano passado.
Em agosto de 2025, Olímpia teve 824 admissões e 788 desligamentos, com saldo positivo de 36 empregos. Agora, foram 802 contratações e 797 desligamentos, deixando apenas cinco vagas.
Na comparação entre os dois meses, houve 22 admissões a menos e nove desligamentos a mais. O saldo, portanto, caiu 31 vagas.
O resultado também mostra uma desaceleração depois dos saldos positivos registrados nos meses anteriores de 2026. O município chegou a agosto praticamente no ponto de equilíbrio entre contratações e desligamentos.

Construção e serviços sustentam resultado
A construção civil apresentou o melhor resultado entre os grandes setores econômicos de Olímpia em agosto. Foram 147 admissões e 99 desligamentos, com abertura de 48 postos de trabalho.
Serviços veio logo depois, com 343 contratações e 298 desligamentos, saldo de 45 vagas.
Dentro de serviços, outros serviços tiveram saldo de 30 empregos, enquanto transporte, armazenagem e correio acrescentaram 18. Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais tiveram saldo de oito.
Alojamento e alimentação, setor diretamente relacionado à atividade turística da cidade, terminou o mês com quatro vagas a menos, após 118 admissões e 122 desligamentos.

Indústria lidera perdas
Na outra ponta, a indústria apresentou o pior saldo de agosto. Foram 99 admissões contra 144 desligamentos, diferença negativa de 45 empregos.
O comércio também fechou vagas. Foram 195 contratações e 224 desligamentos, com perda de 29 postos.
A agropecuária teve 18 admissões e 32 desligamentos, saldo negativo de 14.
Somados, indústria, comércio e agropecuária eliminaram 88 postos. Construção e serviços criaram 93, deixando o resultado geral positivo em apenas cinco empregos.
Ano melhora mesmo com menos contratações
A comparação acumulada ajuda a explicar por que o resultado de 2026 é significativamente superior ao do ano passado.
De janeiro a agosto de 2025:
7.071 admissões
6.852 desligamentos
saldo de 219 empregos
De janeiro a agosto de 2026:
6.919 admissões
6.421 desligamentos
saldo de 498 empregos
O saldo aumentou 279 vagas, ou 127,4%.
O dado revela que a melhora não veio de uma expansão do volume de contratações. Pelo contrário, as admissões caíram 2,1%. O fator decisivo foi a redução dos desligamentos, que recuaram 6,3%.
Em outras palavras, o mercado formal movimentou menos trabalhadores, mas preservou mais empregos.
Salário de admissão fica praticamente estável no País
No Brasil, o salário médio real dos trabalhadores admitidos em agosto foi de R$ 2.410,74.
O valor ficou praticamente estável em relação a julho, quando havia alcançado R$ 2.411,48. A diferença foi de R$ 0,74, queda de 0,03%.
Na comparação com agosto de 2025, quando o salário médio real de admissão era de R$ 2.386,43, houve aumento de R$ 24,31, equivalente a 1,02%.
Esses valores são nacionais e não representam especificamente os salários pagos aos trabalhadores admitidos em Olímpia.

Caged x Pnad
Os dados do Caged consideram trabalhadores com carteira assinada e, portanto, medem a movimentação do emprego formal.
Os números não devem ser confundidos com a taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
A Pnad utiliza outra metodologia e considera um universo mais amplo do mercado de trabalho, incluindo trabalhadores sem carteira e outras formas de ocupação.













