Olímpia perde 69 empregos em setembro, mas ano é positivo
Setembro teve 709 contratações e 778 demissões; no ano, o saldo é de 440 vagas, 75 a mais que em 2025

Da Redação — O saldo de empregos em Olímpia ficou negativo em setembro: foram 778 demissões e 709 contratações, ou 69 vagas com carteira assinada a menos. No acumulado de janeiro a setembro, porém, o município ainda soma 440 vagas a mais do que perdeu.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na quarta-feira (4). O levantamento conta apenas os empregos formais, com carteira assinada.
Setembro fecha com saldo negativo
Em setembro de 2025, Olímpia tinha registrado 858 contratações e 712 demissões, com saldo positivo de 146 vagas. A virada em um ano veio dos dois lados: as contratações caíram 17,4% (149 a menos) e as demissões subiram 9,3% (66 a mais).
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinhaO estoque de empregos formais do município chegou a 18.921 em setembro, contra 18.858 no mesmo mês do ano passado, alta de 0,3%.

De janeiro a setembro, saldo é maior que o de 2025
De janeiro a setembro de 2026, Olímpia registrou 7.650 contratações e 7.210 demissões, com saldo de 440 vagas. No mesmo período de 2025, foram 7.929 contratações, 7.564 demissões e saldo de 365 vagas.
O saldo deste ano é 75 vagas maior (20,5%). A diferença vem de as demissões terem caído mais do que as contratações: 4,7% contra 3,5%.

Construção sustenta o resultado do ano
A construção foi o setor que segurou o saldo positivo. De janeiro a setembro, contratou 1.268 pessoas e demitiu 765, saldo de 503 vagas. No mesmo período de 2025, o setor tinha saldo negativo de 70 (573 contratações e 643 demissões).
O estoque de empregos da construção subiu de 671, em setembro do ano passado, para 1.189, alta de 77,2%.
Os outros quatro setores seguiram o caminho contrário. Somados, passaram de saldo positivo de 435 vagas em 2025 para negativo de 63 em 2026. O comércio foi de mais 197 para menos 4; os serviços, de mais 87 para menos 29; a indústria, de mais 50 para menos 21; e a agropecuária, de mais 101 para menos 9.
Em todos eles, as contratações caíram mais do que as demissões, com queda de 15,5% no comércio, 13,4% nos serviços, 5,9% na indústria e 23,3% na agropecuária.
Os serviços reúnem 41% dos empregos formais da cidade (7.786 de 18.921) e tiveram 3.181 contratações e 3.210 demissões de janeiro a setembro.

Comércio e indústria perdem vagas em setembro
No mês, o comércio teve o pior resultado: 175 contratações e 223 demissões, saldo de menos 48 vagas. Na sequência vêm a indústria (98 contratações e 125 demissões, menos 27) e a construção (67 contratações e 78 demissões, menos 11).
A agropecuária (28 contratações e 17 demissões, mais 11) e os serviços (341 contratações e 335 demissões, mais 6) fecharam setembro no azul.
Um ano antes, o quadro era outro. Os serviços tinham saldo de 103 vagas (432 contratações e 329 demissões), a indústria de 22, o comércio de 18 e a agropecuária de 13. Só a construção estava no vermelho, com menos 10.
A queda dos serviços, de 103 para 6 vagas, e a virada do comércio, de 18 para menos 48, explicam a maior parte da diferença entre os dois setembros.

O Brasil
Entre janeiro e setembro, o Brasil criou 1,25 milhão de empregos formais. O saldo positivo vem de contratações acima das demissões em todos os meses deste ano. Só em setembro, foram 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos, saldo de 121.305 vagas.
No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de vagas abertas equivale a 787.073 contratações com carteira assinada.

Remuneração média
O salário médio real de admissão formal no país foi de R$ 2.429,41 em setembro. O valor representa leve redução de R$ 1,10 em relação a agosto (R$ 2.430,51).
Na comparação com setembro de 2025, houve aumento de R$ 44,90, avanço anual de 1,88%. Os valores são nacionais e não representam os salários pagos aos trabalhadores admitidos em Olímpia.

Caged x Pnad
Os dados do Caged medem a movimentação do emprego formal, com carteira assinada. Não devem ser confundidos com a taxa de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que usa outra metodologia e inclui trabalhadores sem carteira.



















