Salata acusa Meta de limitar publicações no Facebook e Instagram
Caso relatado na Câmara envolve perfil usado para divulgar projetos sociais da ABECAO em Olímpia

Do Diário — A atuação da Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, foi alvo de críticas do vereador Luiz Antônio Moreira Salata durante a sessão ordinária da Câmara de Olímpia, na terça-feira (13). O parlamentar denunciou restrições no alcance de publicações, questionou a falta de atendimento a usuários e relatou que uma entidade local está há dez meses sem conseguir recuperar uma conta invadida por hackers.
O caso citado envolve a ABECAO (Associação Beneficente de Cultura e Assistência de Olímpia), organização da sociedade civil que utilizava seu perfil para divulgar projetos, prestar contas de atividades e informar a população sobre os serviços realizados. Segundo Salata,” a conta foi comprometida por invasores e posteriormente cancelada, sem que a entidade conseguisse solucionar o problema”.
Entidade está há dez meses sem resposta
Durante o pronunciamento, Salata afirmou que a diretoria da entidade cumpriu os procedimentos exigidos pela plataforma e encaminhou mensagens para tentar recuperar o acesso.
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinha“Há dez meses, o perfil da ABECAO foi invadido por hackers e cancelaram a conta”, declarou.

O vereador acrescentou que, apesar das tentativas de contato, a organização continua sem uma solução. “A diretoria da ABECAO cumpriu todos os protocolos, encaminhou e-mail e até hoje sem resposta nenhuma”, criticou.
A situação, segundo o parlamentar, demonstra a dificuldade enfrentada por organizações e cidadãos que dependem das redes sociais para divulgar suas atividades e manter contato com o público.
Salata acusa plataformas de restringir alcance
O vereador também questionou o funcionamento dos algoritmos do Facebook e Instagram. Na avaliação dele, “as plataformas limitam a distribuição de publicações para estimular usuários a contratar serviços pagos de impulsionamento”.
“Seletividade, algoritmo e restrição de alcance às suas postagens. Sempre existiu”, afirmou.
Salata relacionou essas práticas ao modelo comercial das plataformas, que utilizam publicidade e impulsionamento como fontes de receita.
Vereador teme influência nas eleições
Outro ponto levantado foi o poder das redes sociais sobre a circulação de informações e o debate político.
Salata manifestou preocupação com “a influência que Facebook e Instagram podem exercer sobre a formação da opinião pública, especialmente durante as eleições presidenciais”.
“Eu penso que a população já está refém da Meta, Facebook, Instagram, que inclusive vai acabar influenciando a decisão dessas eleições presidenciais”, declarou.
O parlamentar comparou a comunicação atual com o período em que trabalhou como engenheiro na TV Cultura, entre as décadas de 1970 e 1980. Recordou que a transmissão de sinais de televisão dependia de uma infraestrutura de retransmissão ponto a ponto.
Para ele, o avanço tecnológico ampliou o acesso à comunicação, mas também concentrou nas plataformas digitais um poder significativo sobre a circulação de conteúdos.
A manifestação ocorreu durante o espaço destinado aos pronunciamentos dos vereadores. Salata não anunciou, nessa sessão, medida judicial ou representação formal contra a Meta.



















