Vereador rebate acusações de Olga Paro e agora convida, oficialmente, Nil à ir à Câmara
Na gravação divulgada com exclusividade pelo Diário, Cacá deixa claro que Nil não era bem-vindo sem ser convidado. Agora, convidou.

DA REDAÇÃO — O vereador Carlos Alberto Secchieri Júnior, o Cacá, de Severínia, esclareceu na manhã desta sexta-feira (16) que, quanto ao episódio de ontem (15) à noite na Câmara Municipal “de forma alguma expulsei o prefeito Edwanil de Oliveira, o Nil, da Câmara, e que “apenas o abordei dizendo que não poderia coagir os vereadores em seu local de trabalho e que, ele, como toda a população, sempre são bem vindos na Câmara para fiscalizar o nosso trabalho”.
Por outro lado, na filmagem publicada com exclusividade pelo Diário, Cacá, com o celular na mão gravando, disse para Nil: “Olha aqui o prefeito vindo aqui para pressionar vereador. Aqui não é o seu lugar, prefeito, aqui é lugar de vereador, se quiser conversar com vereador é na Prefeitura; o senhor não pode mandar aqui, entendeu? Aqui o senhor é convidado, e quando for convidado o senhor pode vir”.
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinhaSegundo consta, Nil teria ido à Câmara, ao saber que o presidente Dênis Correia Moreira não estaria no comando da sessão, seu desafeto, para tentar convencer o vice em exercício, José Antonio, o Pelé, e a sua bancada, a incluírem na pauta (que não estava) um projeto de remanejando de verbas, retirando-as do Fundeb (Educação) para pagamento de funcionários. Ocorre que o projeto está com o jurídico daquela Casa e, segundo informações, não se pode retirar dinheiro ‘carimbado’ da Educação, do Fundeb, para pagar servidores.
E o convite para que o prefeito Nil compareça à sessão legislativa foi feita pelo próprio Cacá, para o próximo dia 3. “O estranho é que por várias vezes protocolei ofícios na Prefeitura convidando o prefeito a comparecer à sessão, para usar a Tribuna, para dirimir dúvidas da população, ele ele nunca veio”, disse Cacá ao Diário.
E são muitas as dúvidas: casas populares, falta de medicamentos nos Postos de Saúde, falta de pavimentação asfáltica em alguns bairros, aumento abusivo da tarifa de água, entre outras.
Daí, outro ofício, agora com data para o dia 3, foi protocolado ao prefeito, convidando-o a comparecer na Câmara. “Vamos aguardar, apesar de já saber do resultado”, disse Cacá em tom pessimista.
OLGA PARO E SEUS ‘ZAPs’
Está circulando uma mensagem da vereadora Olga Paro, pela rede Whatsapp fazendo acusações ao vereador Cacá de que estaria contra os interesses do funcionalismo municipal. Cacá, evidentemente, desmentiu, ainda ao Diário.
“Não sou e nunca fui contra o servidor público, meu saudoso pai, quando prefeito, deu o maior aumento de salário da história da Prefeitura, como eu, também, cobrei ativamente durante esse ano o aumento salarial ao prefeito”, disse Cacá, que acrescentou: “Depois de tanta cobrança de minha parte nas sessões, ele resolveu dar um valor irrisório de 3,5%, ou seja, uma vergonha, sendo que pedi, através de Indicação, um percentual bem mais significativo, ou seja, de 30%”.
Quanto ao episódio de ontem, Cacá ressaltou que “não tenho como impedir a tramitação de qualquer projeto, não sou mais presidente da Câmara, mas é preciso investigar a razão da falta de dinheiro na Prefeitura para saldar os salários do funcionalismo, sendo que a dotação já foi prevista no orçamento aprovado no ano passado. Alguns vereadores sequer cobram, não questionam onde foi parar o dinheiro”.
“Precisamos parar com mentiras, com conversas de redes sociais, investigar todas as irregularidades e principalmente cobrar melhorias”, concluiu Cacá Secchieri.



















