DA REDAÇÃO COM IFOLHA — Heitor Augusto da Silva Gallego, de 19 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (7) depois de passar mal no Recinto do Folclore, em Olímpia. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, recebeu atendimento na UPA e na Santa Casa, mas não resistiu.

A causa da morte ainda é desconhecida. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para exames.

A ocorrência foi inicialmente registrada como “morte súbita, sem causa determinante aparente”. Posteriormente, a Polícia Civil alterou a classificação para “morte suspeita”, diante da idade do jovem, da evolução rápida do quadro e das circunstâncias ainda não esclarecidas.

A classificação não indica, por si só, a existência de crime. O procedimento permite uma investigação mais ampla até que os exames médico-legais esclareçam o que provocou a morte.

Atendimento começou no recinto

Heitor passou mal no Recinto do Folclore e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que prestava apoio no local.

Ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia, onde chegou em parada cardiorrespiratória.

A equipe realizou cerca de 40 minutos de manobras de ressuscitação. Houve retorno da circulação espontânea e a frequência cardíaca foi restabelecida.

Jovem foi transferido para a Santa Casa

Diante da gravidade do quadro, Heitor foi transferido para a Santa Casa de Olímpia.

Ele chegou à sala de emergência intubado e sob ventilação mecânica. Apresentava instabilidade circulatória, frequência cardíaca elevada, baixa irrigação dos tecidos, coloração azulada da pele, pressão arterial baixa e hipotermia.

Segunda parada foi irreversível

Durante o atendimento na Santa Casa, Heitor sofreu uma nova parada cardiorrespiratória e evoluiu para assistolia, quando o coração deixa de apresentar atividade elétrica detectável.

Os profissionais realizaram aproximadamente mais dez minutos de manobras de reanimação, mas o jovem não respondeu. O óbito foi constatado pelo médico responsável.

Exames deverão apontar a causa

A Polícia Civil determinou o encaminhamento do corpo ao IML de Barretos. Os exames deverão buscar a causa médica do mal súbito e das duas paradas cardiorrespiratórias.

Até a conclusão dos laudos, não é possível afirmar o que causou a morte nem estabelecer relação entre o óbito e qualquer circunstância específica do evento.