Prefeitura quer máquinas de café e lanche em sete prédios
Pregão prevê duas máquinas em sete prédios públicos; empresa paga no mínimo R$ 1.443,96 por mês e 5% das vendas vão para a Cultura

Do Diário — Sete prédios públicos de Olímpia, entre eles a UPA e a rodoviária, vão ganhar máquinas de café, lanche e bebida gelada. A Prefeitura abriu o pregão que escolherá a empresa responsável, com sessão marcada para quarta-feira (11), às 9 horas.
Serão 14 máquinas: duas por prédio, uma de snacks e bebidas geladas e outra de café. A empresa vencedora instala e abastece os equipamentos por conta própria e paga ao município pelo espaço ocupado.
Onde ficarão as máquinas
Os sete pontos previstos são:
Lojinha do DiárioProdutos que indicamosVer a lojinha- Museu de Arte Sacra, na Rua David de Oliveira, 420;
- Estação Cultural de Olímpia (ECO), na Rua Coronel José Medeiros, sem número;
- prédio do Gabinete do Prefeito, na Praça Rui Barbosa, 54;
- Novo Centro Administrativo, na Rua Theodomiro Joaquim Bitencourt, sem número, no Jardim Paulista;
- Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Avenida Deputado Waldemar Lopes Ferraz, 288;
- Novo Complexo de Saúde, também na Rua Theodomiro Joaquim Bitencourt, sem número;
- Rodoviária, na Avenida Aurora Forti Neves, 450.

Cada ponto terá até 4 metros quadrados. O lugar exato dentro de cada prédio será definido em até 15 dias depois da assinatura do contrato, em acordo entre a Prefeitura e a empresa.
O município pode pedir a troca de lugar a qualquer momento. Novos pontos também podem entrar durante o contrato, se houver interesse público.

O que as máquinas vão vender
As máquinas de lanche precisam oferecer, no mínimo, água mineral, refrigerante em lata (cola, guaraná, laranja e limão), suco, chá gelado, isotônico e energético. Também entram salgadinhos, amendoim, castanha de caju, biscoitos, chocolate, goma de mascar e sanduíches naturais de frango, de peito de peru e vegetariano.
As de café servem expresso, capuccino, mocaccino, café com leite, leite e leite com chocolate.
O pagamento é feito por cartão de crédito, cartão de débito ou Pix, sem acréscimo no preço. Reclamação de produto não entregue precisa ser atendida até o dia útil seguinte, e o telefone da empresa deve ficar visível em cada máquina.

De onde vem o dinheiro
A empresa vencedora paga ao município de duas formas:
- Taxa de ocupação: no mínimo R$ 206,28 por mês em cada prédio, ou R$ 1.443,96 por mês pelos sete;
- Outorga: 5% do faturamento bruto das máquinas, mês a mês, valor que depende das vendas.
A soma fecha o valor mínimo mensal: sete locais de R$ 206,28 dão R$ 1.443,96. Em 60 meses, só a taxa mínima soma R$ 86.637,60.
Ganha o pregão quem oferecer o maior valor mensal pela taxa de ocupação, sempre acima do mínimo. O preço de R$ 51,57 por metro quadrado vem de um laudo da comissão de avaliação de imóveis da Prefeitura.
Para onde vai o dinheiro
O que a empresa paga e o que o município assume:
- Os 5% do faturamento vão integralmente para o Fundo Municipal de Cultura, conforme a Lei nº 5.222, de 3 de dezembro de 2025, e o Decreto nº 9.909, de 13 de fevereiro de 2026;
- A taxa de ocupação é paga à Prefeitura;
- A conta de luz das máquinas fica com o município, até o consumo informado pelo fabricante, mais 10% de tolerância.
O consumo acima desse limite, causado por defeito ou falta de manutenção, é cobrado da empresa.
A compra das máquinas, a instalação, a manutenção e a reposição dos produtos ficam por conta da empresa. A Prefeitura não gasta para ter os equipamentos.

Como as vendas serão fiscalizadas
As máquinas precisam ter telemetria, sistema que registra cada venda e dá ao município acesso em tempo real aos dados. Até o segundo dia útil de cada mês, a empresa entrega um relatório com o faturamento bruto, usado para calcular os 5%.
Se uma auditoria encontrar faturamento maior que o informado, a empresa paga a diferença, mais multa de 20% e juros de 1% ao mês. Fraude ou repetição do erro pode levar à rescisão do contrato.
Contrato de cinco anos
O contrato vale por cinco anos e pode ser prorrogado até dez. A Prefeitura justifica o prazo pelo investimento que a empresa terá de fazer em equipamentos e pela falta de histórico de vendas em prédios públicos da cidade, onde o serviço é novidade.

Serviço
- pregão eletrônico nº 140/2026, pelo critério de maior lance;
- sessão: quarta-feira (11), às 9 horas;
- propostas: até as 8h30 do mesmo dia;
- vistoria dos locais: facultativa, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas, até o dia útil anterior à sessão, com agendamento pelo telefone (17) 3279-2727;
- valor mínimo: R$ 1.443,96 por mês, mais 5% do faturamento bruto;
- informações sobre os pregões: (17) 3279-3274.



















