Faltam sete dias para a eleição; veja quem vota em Olímpia
Eleitorado da zona tem maioria de mulheres e um em cada quatro acima de 60 anos; Fernando Cunha e Lucimara do Povão disputam a Assembleia

Por Leonardo Concon — Faltam sete dias para a eleição em Olímpia, Severínia, Guaraci e Altair. No domingo (4), das 8h às 17h, um eleitorado de maioria feminina e cada vez mais velho escolhe presidente, governador, dois senadores e deputados.
A 80ª Zona Eleitoral, com sede em Olímpia, soma 64.684 eleitores. Eles votam em 218 seções, distribuídas por 27 locais de votação.
Quem vota na zona de Olímpia
Olímpia concentra 41.985 eleitores. Severínia tem 11.642; Guaraci, 8.101; e Altair, 2.956.
Os quatro municípios somam 83.451 moradores. Na prática, três em cada quatro habitantes estão aptos a votar.
As mulheres são maioria, com 51,4% do eleitorado. Os homens respondem por 48,6%.
Um em cada quatro eleitores tem 60 anos ou mais. São cerca de 15,9 mil pessoas, o equivalente a 24,6% do total.
A faixa com mais gente é a de 40 a 44 anos, com 6,9 mil eleitores. Os jovens de 18 a 24 anos respondem por 10,3%.
Só 613 adolescentes de 16 e 17 anos tiraram o título. Para eles, para os analfabetos e para quem passou dos 70 anos, o voto é facultativo. Na zona, 6,7 mil eleitores já têm 70 anos ou mais.
Um em cada três eleitores concluiu o ensino médio. Os que têm diploma de curso superior são 14,5%. Outros 23,2% não terminaram o ensino fundamental, e 1,9% se declaram analfabetos.
Metade do eleitorado é solteira. Os casados somam quatro em cada dez eleitores.

Dois candidatos de Olímpia na urna
Olímpia tem dois nomes na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. As duas candidaturas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O ex-prefeito Fernando Cunha, de 70 anos, concorre pelo PSD com o número 55558. Engenheiro, governou a cidade por dois mandatos, de 2017 a 2024.
Até sexta-feira (25), a campanha dele havia arrecadado R$ 283,6 mil, quase tudo do fundo eleitoral, e gasto R$ 265 mil. Material impresso foi a maior despesa.
A vereadora Lucimara do Povão disputa pelo PP com o número 11789. Está no primeiro mandato na Câmara de Olímpia, conquistado em 2024 com 769 votos.
No mesmo período, a campanha dela recebeu R$ 50 mil e registrou R$ 24,9 mil em despesas. Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1,27 milhão.

A disputa é proporcional. As 94 cadeiras da Assembleia são divididas primeiro entre partidos e federações, conforme a votação de cada grupo. Depois, entram os mais votados de cada legenda.
O Estado de São Paulo tem mais de 34 milhões de eleitores, 21,4% do total do país. Além dos 94 deputados estaduais, os paulistas elegem 70 deputados federais.
Documento e colinha
Para votar, basta um documento oficial com foto, como RG, carteira de motorista ou passaporte, ou o e-Título com foto. O título de papel não é obrigatório.
A colinha com os números dos candidatos é permitida, desde que escrita em papel.

“O que eu peço é que levem a colinha escrita. Tende a ser uma eleição um pouquinho mais demorada, e não pode entrar com a colinha no telefone”, orientou o juiz eleitoral Matheus Cursino Villela.
Seis votos, nesta ordem
A urna pede os votos nesta sequência: deputado federal, com quatro números; deputado estadual, com cinco; senador na primeira vaga e senador na segunda, com três cada; governador e presidente, com dois cada.
Quem estiver na fila às 17h ainda vota. Idosos, gestantes, pessoas com deficiência e quem estiver com criança de colo têm prioridade. Eleitor com deficiência pode entrar na cabine com uma pessoa de confiança.
Celular fica fora da cabine
Celular, câmera, óculos inteligentes e qualquer aparelho capaz de registrar o voto ficam com os mesários. Nenhum deles entra na cabine.
Camiseta, broche, adesivo, boné e bandeira de candidato estão liberados, desde que a manifestação seja individual e silenciosa. Boca de urna, comício, carreata e alto-falante são proibidos no domingo.
Quem espalhar santinhos perto dos locais de votação pode ser preso em flagrante, como o Diário de Olímpia mostrou na quarta-feira (23).
Eleitor não pode ser preso a partir de terça
Nenhum eleitor pode ser preso ou detido a partir de terça-feira (29). As exceções são o flagrante, a condenação por crime inafiançável e o desrespeito a salvo-conduto.
A garantia vale até 48 horas depois do fim da votação. Candidatos já estão protegidos desde o dia 19, com exceção apenas do flagrante.
Contagem regressiva
Comícios, debates e o horário eleitoral no rádio e na TV terminam na quinta-feira (1º). Anúncios pagos em jornal impresso podem sair até sexta-feira (2).
Caminhadas, carreatas e entrega de santinhos seguem liberadas até as 22h de sábado (3), véspera da votação.
Quem estiver fora da cidade no domingo precisa justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, no próprio dia ou em até 60 dias. O eventual segundo turno, só para presidente e governador, será em 25 de outubro.

O juiz, que conduz a primeira eleição em Olímpia, espera um domingo sem incidentes. “Espero que a gente tenha uma eleição tranquila, ordeira, sem nenhuma grande intercorrência”, disse.
A promotora eleitoral Maria Cristina Geraldes Fochi Reis, no Ministério Público desde 2007, vê a campanha calma até aqui. “Essas eleições, pelo menos por enquanto, estão sendo bem tranquilas, e a gente pretende que continue essa tranquilidade”, afirmou.
Serviço
Eleição: domingo, 4 de outubro (1º turno)
Horário: das 8h às 17h
Cargos: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente
Documento: oficial com foto ou e-Título com foto
Zona: 80ª Zona Eleitoral (Olímpia, Severínia, Guaraci e Altair)
Seções: 218, em 27 locais de votação
Onde votar: consulte no aplicativo e-Título ou em tse.jus.br
Justificativa: pelo e-Título, no dia ou em até 60 dias
Segundo turno: 25 de outubro, para presidente e governador
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