Morte de Arya após transporte em táxi-dog repercute na região
Desabafo de Nathália Concon Rodrigues ganhou espaço na mídia regional. Entenda o caso

Do Diário — A morte da buldogue francesa Arya, após passar mal em um táxi-dog em São José do Rio Preto, levou a influenciadora Nathália Concon Rodrigues a publicar um desabafo que ganhou repercussão na mídia regional. O relato nas redes sociais expôs a perda da família e os riscos do calor no transporte de animais.
Ao Diário de Olímpia, Nathália esclareceu que ela e o marido, Guilherme, não têm como objetivo acusar ninguém. Isso, porém, não significa isentar os responsáveis pelo serviço. “Eu não isento eles de responsabilidade. Jamais. Estão errados”, afirmou.
A tutora atribui a morte ao superaquecimento e relata que recebeu explicações veterinárias sobre a vulnerabilidade de cães dessa raça ao calor.

Mal-estar no retorno para casa
Arya havia sido levada a um hotel para animais na sexta-feira (25), enquanto a casa da família passava por dedetização. A programação era que os cães brincassem durante o dia, tomassem banho ao final e voltassem de táxi-dog.
Segundo Nathália, o motorista disse ter percebido que Arya passava mal e a levado para atendimento veterinário. A cadela foi intubada imediatamente. No dia seguinte, sábado (26), sofreu uma parada cardíaca e morreu, conforme o relato da tutora ao Diário.
Nathália afirmou que Arya era saudável. Segundo ela, os responsáveis pelo transporte disseram que o ar-condicionado estava ligado durante o trajeto.
O desabafo foi publicado na terça-feira (29), no Instagram. A família não divulgou o nome da empresa.

A buldogue cresceu junto com o filho Leozinho, dos três aos 10 anos atuais. Toda a família ainda vive o luto da perda de Arya.

Cuidados no estabelecimento e no transporte
O caso chama a atenção para cuidados que também dizem respeito aos tutores e prestadores de serviços de Olímpia e região. A proteção contra o calor precisa acompanhar a permanência do animal no estabelecimento e seu deslocamento.

Cães de focinho curto, como buldogues e pugs, têm maior dificuldade para perder calor pela respiração. A elevação da temperatura corporal pode causar hipertermia, um quadro que pode levar à morte.
Veterinários orientam manter os animais em ambientes frescos e ventilados, oferecer água fresca e evitar exposição ao sol e atividades nos horários mais quentes.
No transporte, a climatização e a observação do estado do animal exigem atenção.
Respiração muito acelerada, salivação intensa, fraqueza e dificuldade para caminhar são sinais de alerta.
Nesses casos, o animal precisa de atendimento veterinário imediato.













