DA REDAÇÃO — A Tereos passou a controlar digitalmente as manutenções de veículos e máquinas agrícolas ao integrar todas as oficinas automotivas ao Centro de Operações Agroindustriais (COA). A mudança padroniza processos, amplia o controle das operações e impacta diretamente a produtividade nas unidades, incluindo a região de Olímpia.

A partir da última safra, mecânicos passaram a registrar ordens de serviço de forma on-line, via celular ou tablet. O novo modelo elimina registros manuais, acelera o atendimento e melhora a confiabilidade dos dados operacionais.

Mais controle e menos falhas

A centralização das ordens de serviço permite à empresa acompanhar, em tempo real, o que está sendo executado nas oficinas. Com isso, a operação ganha previsibilidade.

O sistema possibilita identificar falhas antes que causem paradas, ajustar estoques de peças e planejar intervenções com maior precisão. Na prática, reduz tempo de máquina parada e evita perdas na colheita e no transporte.

COA ganha papel estratégico

Criado em 2022, o COA deixou de atuar apenas como centro de eficiência operacional e passou a concentrar inteligência de dados da operação agroindustrial.

A estrutura já havia otimizado a logística de caminhões, reduzido consumo de diesel e melhorado o cumprimento do plano de colheita. Com a evolução do sistema, também foi implantado o despacho automático de caminhões canavieiros.

Com as melhorias implementadas, a empresa estima potencial de economia de cerca de R$ 40 milhões.

Próxima etapa: monitoramento no campo

Para a próxima safra, a Tereos prevê incorporar ao COA a chamada Torre de Tratos, que permitirá monitorar diretamente os equipamentos agrícolas em operação.

Dados como velocidade, mapas de aplicação e tempo de motor ocioso passarão a ser analisados em tempo real. A medida deve aumentar a precisão das operações, evitar sobreposições no campo e acelerar decisões.

Segurança e prevenção

Outro avanço previsto é a integração de sistemas de monitoramento de fadiga de motoristas, controle de velocidade e prevenção de incêndios.

Embora essas frentes já existam, a centralização no COA deve transformar dados dispersos em inteligência operacional, com respostas mais rápidas a riscos e falhas.