DA REDAÇÃO — Empresas de Olímpia começam a receber orientação prática sobre como aderir ao selo “Empresa Amiga do Autista”, que permite financiar tratamentos terapêuticos e obter certificação municipal. A explicação será detalhada em um podcast marcado para terça-feira (31), na Câmara Municipal, com participação de especialistas, gestor público, empresário e familiares de pessoas com TEA.

O encontro será mediado pelo autor da lei municipal, vereador Sargento Renato Barrera Sobrinho, que deve apresentar como o modelo passa a funcionar na prática e esclarecer dúvidas sobre a adesão das empresas.

A iniciativa ocorre após a regulamentação do selo por decreto municipal, que definiu critérios, documentação e regras para concessão e manutenção da certificação.

Quem participa do podcast

O debate reúne diferentes visões diretamente ligadas ao tema:

– Edna Marques, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social
– Maíra Aparecida Scapa, psicóloga e neuropsicóloga
– Lisandro Cândido Borges, empresário do setor de internet
– Viviane Ruiz, representante da área da saúde
– Juliana Sonsin de Souza, representando mães de pessoas com autismo

A proposta é discutir o impacto da lei sob diferentes perspectivas: técnica, social, familiar e empresarial.

Como a lei passa a funcionar na prática

O modelo prevê que empresas possam assumir o pagamento de tratamentos terapêuticos, como atendimentos clínicos e acompanhamento multidisciplinar. Em troca, recebem o selo oficial do município.

A lógica central é complementar a capacidade de atendimento público. Ao financiar diretamente terapias, o setor privado passa a atuar como apoio na redução da demanda reprimida.

O podcast deve ter duração aproximada de uma hora, com perguntas direcionadas a cada participante e explicações sobre a aplicação da lei no município.

Foco inicial está na saúde

Apesar de questionamentos sobre empregabilidade de pessoas com autismo, a legislação municipal, neste primeiro momento, concentra esforços na área da saúde.

A prioridade é ampliar o acesso a terapias, consideradas um dos principais gargalos no atendimento ao público com TEA.

A empregabilidade pode ser tratada em etapas futuras, após consolidação do modelo atual.

O que já está definido no decreto

Para obter o selo, a empresa precisa comprovar o custeio do tratamento, com documentação mensal que inclua comprovantes de pagamento e registros dos atendimentos.

A Secretaria de Assistência Social é responsável por analisar pedidos, indicar beneficiários em situação de vulnerabilidade e acompanhar a regularidade dos pagamentos.

O selo pode ser suspenso caso a empresa deixe de cumprir as exigências.

Bloco de serviço

Data: 31 de março, terça
Horário: 18h45
Local: Câmara Municipal de Olímpia
Evento: Podcast “Empresa Amiga do Autista”
Mediação: vereador Sargento Renato Barrera Sobrinho
Participação: aberta ao público