DA REDAÇÃO — O Nordeste será um dos grandes protagonistas da 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), levando 19 grupos de oito Estados ao Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”. Entre 1º e 9 de agosto, manifestações como reisado, coco de roda, bumba meu boi, caboclinho, congos, ciranda e bacamarteiros prometem ampliar a diversidade cultural do maior festival de cultura popular do país.

A presença nordestina se destaca não apenas pelo número de grupos, mas pela variedade de tradições preservadas por comunidades que mantêm vivas expressões com raízes indígenas, africanas e europeias. Nesta edição, cinco grupos estreiam no festival.

Sergipe lidera delegação nordestina

Com cinco grupos, Sergipe é o Estado nordestino com maior representação no FEFOL e o terceiro com mais grupos em toda a edição.

Entre os destaques está o Grupo Folclórico Batalhão de Bacamarteiros, de Carmópolis, cuja tradição remonta ao século XVIII nos engenhos de cana-de-açúcar do Vale do Cotinguiba. A manifestação mistura dança, música e os tradicionais disparos de bacamarte, preservando um ritual transmitido por gerações.

Também participam o Reisado Baile Estrela, de Moita Bonita, além do Grupo Folclórico Parafusos, da Ciranda de Roda, ambos de Lagarto, e dos Bacamarteiros Cangaceiros de Lampião, de Capela, estreantes no festival.

Rio Grande do Norte e Alagoas têm quatro grupos cada

O Rio Grande do Norte chega com quatro grupos, entre eles o Coco do Calemba e o Pastoril Dona Joaquina, ambos de São Gonçalo do Amarante.

Também integram a delegação potiguar os Caboclos de Major Sales – Malhação de Judas e o Caboclos e Rei de Congo do Mestre Bebé, manifestações que carregam forte influência indígena e afro-brasileira.

Já Alagoas leva quatro grupos ao festival. Entre os destaques está o estreante Bumba Meu Boi Águia de Ouro, de Maceió, com mais de 40 anos de história.

Também participam o Coco de Roda Alagoano Evolução, o Coco de Roda Babaçu e o Grupo Parafolclórico Flor da Serra, que representam diferentes vertentes da cultura popular alagoana.

Outros Estados completam o mosaico cultural

A Paraíba será representada pela Companhia de Projeções Folclóricas Raízes, de Campina Grande, grupo com 30 anos de atuação e experiência internacional.

Do Ceará, estreia no festival o Grupo Miraira, de Fortaleza, referência em pesquisa e difusão da cultura popular cearense.

Pernambuco participa com o tradicional Caboclinho Canidé, de Goiana, reconhecido como Patrimônio Vivo do Estado.

Do Piauí, os Congos de Oeiras levam ao festival uma manifestação ligada à religiosidade popular e às heranças afro-brasileiras.

O Maranhão marca presença com dois grupos de São Luís: o estreante Boi Encanto do São Cristóvão e o tradicional Boi de Palha, veterano do FEFOL.

Cultura que movimenta Olímpia

Além do valor cultural, o festival também tem forte impacto econômico e turístico para Olímpia, atraindo visitantes de todo o Brasil.

“O Nordeste é uma das almas mais pulsantes da cultura popular brasileira, e recebê-lo com tantos grupos e tantas tradições diferentes é um privilégio”, afirmou Priscila Foresti.

O prefeito Eugênio José Zuliani destacou o papel do festival para a cidade. “Quando o Nordeste sobe ao palco do FEFOL, é o Brasil inteiro que se reconhece nessa diversidade.”

Serviço

62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) Festival do Folclore de Olímpia 2026
Data: 1º a 9 de agosto de 2026
Local: Recinto do Folclore Professor José Sant’Anna
Endereço: Av. Menina Moça, 800 – Olímpia/SP
Entrada: Gratuita