A Estância Turística de Olímpia está estruturando uma verdadeira força-tarefa multidisciplinar visando a orientação aos cidadãos sobre como se prevenir contra acidentes com escorpiões.

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A união entre Secretarias, Daemo e Governo, se faz necessária devido ao fato de que, entre setembro e novembro, período de procriação do aracnídeo, ele necessita de mais alimento, por isso aparece mais. No tocante aos acidentes registrados, houve queda do ano passado para cá, embora a média dos últimos seis anos se mantenha em nível que demanda extremos cuidados.

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“A equipe da Saúde está muito preocupada, aqui no município e distritos, com a incidência de escorpiões. Então, foi feito um planejamento envolvendo várias Secretarias, para que conjuntamente possamos desencadear algumas ações para tentar diminuir o aparecimento deste animal peçonhento”, disse a Secretária de Saúde, Silvia Forti Storti. Ao longo dos últimos seis anos, os números registrados pela Diretoria de Vigilância em Saúde mostra uma média de acidentes que, embora decrescente, inspira extremos cuidados.

No ano de 2010, Olímpia teve 331 acidentes com animais peçonhentos; em 2011 foram 255; em 2012, 298; no ano de 2013, foram 336 acidentes, em 2014 foram 268, e neste ano, tabulado até dia 16, segunda-feira, foram registrados 244 atendimentos. “Em termos de acidentes, este ano tivemos uma queda, mas isso não significa que nós não estamos preocupados. Nós temos que evitar cada vez mais os acidentes”, enfatiza Silvia Forti.

De acordo ainda com a Diretora de Vigilância em Saúde, Maria Carolina de Almeida Secchieri Mirandola, o bairro onde no momento há maior incidência do animal é o Santa Ifigênia, por onde começará a operação. Em seguida vem o Santa Fé, depois o Centro I e a Cohab II. O Jardim São José é o de menor incidência, por hora, com apenas três notificações em novembro.

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O trabalho a ser desenvolvido será centrado na orientação, sobre como prevenir o aparecimento de escorpiões e os acidentes decorrentes. Quanto à limpeza de áreas e quintais, eliminando os criadouros, a responsabilidade é de cada cidadão ao redor, segundo a secretária Silvia Forti. “A Saúde trabalha com a parte de orientação e prevenção sobre como evitar o acidente. Já quando houver algum terreno que o cidadão queira que se faça a limpeza, deve procurar a Secretaria de Finanças, fazer o requerimento, e aguardar o Fiscal de Posturas”, orienta Silvia Forti.

Quanto à aplicação de veneno contra o escorpião, Silvia Forti explica que ele só vai matar se tiver contato direto com o animal. Se não, isso leva o escorpião a se desalojar de onde está o veneno e se alojar novamente, e estes lugares podem ser a casa, as roupas, os sapatos, as frestas nas paredes, etc.

MARCAR PRESENÇA NOS BAIRROS

“Pode estar havendo um desequilíbrio e é sempre responsabilidade do Poder Público agir. E se for uma ação coordenada, orquestrada, tanto melhor”, avalia o Secretário de Finanças, Cleber Cizoto. “Não é um problema de fácil solução. Por isso tem que haver uma ação única”, completa. E o município “tem obrigação de fazer isso”, na opinião do diretor-superintendente da Daemo Ambiental, Marco Antonio Parolim de Carvalho. “Tem que marcar presença em todos os bairros”, sugeriu.

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No âmbito da Educação, o trabalho a ser feito já foi iniciado esta semana, com palestras de orientação aos diretores de escolas, feitas por um técnico do setor, no sentido de que manter a escola limpa, livre de entulhos, observar rachaduras em paredes, cobrir ralos, etc., são medidas fundamentais para evitar o aparecimento do animal.

“São ações conjuntas, nas quais cada um tem uma parcela de responsabilidade e atuação. Por isso nos unimos (Secretários) para desencadear esse projeto”, explica Silvia Forti. Estarão envolvidas neste trabalho, além da Secretaria de Saúde, também a de Obras, Engenharia e Serviços; Planejamento e Habitação; Educação; Finanças, de Governo, e Daemo Ambiental. Todo organograma de trabalho foi traçado em reunião entre estas Secretarias, na tarde de segunda-feira, 16 de novembro, na sede da Daemo Ambiental.

A estratégia foi anunciada na manhã desta terça-feira, 17, em coletiva de imprensa da qual participaram os secretários Silvia Forti (Saúde), Luís Carlos Biagi (Obras), Fernando Velho (Planejamento), Eliana Bertoncelo Monteiro (Educação), Cleber José Cizoto (Finanças), João Paulo Polisello, o Pita (Governo), e Marco Antonio Parolim de Carvalho (Daemo), e a Diretora de Vigilância em Saúde, Maria Carolina de Almeida Secchieri Mirandola.

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O Secretário de Governo, João Paulo Polisello, o Pitta, abriu a coletiva agradecendo a presença de todos da imprensa olimpiense. “Esse é o momento de unirmos forças para combater esse animal que vem tirando o sossego do cidadão olimpiense. Por isso precisamos da imprensa para divulgar as ações que estão sendo feitas e intensificar a campanha educativa”, disse o secretário.

“No primeiro momento nós vamos trabalhar não só o escorpião, mas a dengue também. Vamos fazer uma varredura no município, iniciando pelo bairro que tem o maior número de acidentes de escorpiões no momento, que é o Jardim Santa Ifigênia, depois vamos caminhando para os outros bairros, até que consigamos fechar todo o município”, explicou Sílvia Forti.

RAPIDEZ NA PROCURA POR ATENDIMENTO

Mas, ela observa que “não é porque o município está fazendo a varredura que a população vai se descuidar. Muito pelo contrário, no primeiro momento, o que pode acontecer é um número maior de aparecimento, porque o escorpião vai se desalojar e vai querer se alojar novamente em outro lugar. Por isso, a população precisa tomar todos os cuidados dentro e fora da sua residência, ficar atenta principalmente com crianças e idosos, que são a maior preocupação. E mais: quando acontecer algum acidente com escorpião, dirigir-se imediatamente à UPA para que tenha atendimento o mais rápido possível. Não tendo condições de locomoção, ligue para o 192 ou 193 ou mesmo no Setor de Ambulância. O importante é procurar urgente os cuidados médicos”, orienta a Secretária.

Silvia Forti conclama aos munícipes que colaborem com esta empreitada, pois disso dependerá também o sucesso de toda ação. “Se cada um tiver o cuidado de fazer as ações necessárias não só contra o escorpião, mas também contra a dengue, nós não vamos ter esse número de casos de dengue, de acidentes de escorpião. Qualquer ação que a Secretaria ou o Poder Público fizer, se não tiver a colaboração da população, não vai ter sucesso”, lembra.

O trabalho também consistirá em ações nas praças da cidade, mais voltadas às crianças, porque às vezes não conhece o escorpião, o vê e vai até brincar com ele. “Então nós estaremos também em todas as praças fazendo esse trabalho educativo, mostrando o que é e como evitar”, finaliza Silvia Forti.

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