Por Pe. Daniel Canevarollo — A vivência do Ano Jubilar da Esperança que estamos celebrando este ano possui, em sua essência, diversos sinais que estou meditando ao longo das trajetórias dos textos semanais.

No texto desta semana, quero meditar sobre o sinal da “liturgia”. A palavra liturgia, de origem grega, é traduzida como “ação do povo”; assim, compreende-se que liturgia é uma ação em conjunto e organizada para que o povo expresse algo com sentido e coerência.

Na Igreja, os atos litúrgicos são acompanhados pelos ritos sagrados, expressando assim a sua universalidade. Desse modo, a liturgia passa a ser a expressão máxima da fé cristã, representando uma dimensão fundamental na vida da Igreja, sendo as celebrações da liturgia, e em especial da Eucaristia, o “ápice central da fé cristã”, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (CIC, 1324).

Neste Ano Jubilar, a celebração litúrgica, em particular a Eucaristia, ocupa um papel fundamental para que os fiéis possam obter as indulgências plenárias. A Eucaristia é o sacramento que expressa a comunhão viva com Cristo e com toda a Igreja. Através dela, os fiéis são capazes de vivenciar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, renovando sua esperança na redenção e na vida eterna.

A graça da Eucaristia assume, além disso, uma dimensão ainda mais simbólica, reforçando a esperança como força que sustenta o caminhar da humanidade e da Igreja em tempos de desafios e esperança. As práticas litúrgicas das orações e ritos são os meios que unem os cristãos e fortalecem o sentimento de pertença ao Corpo de Cristo, sendo um momento de reunião e celebração da fé.

A liturgia, enquanto arte de bem celebrar os sagrados mistérios, é uma expressão de fé que deve ser vivida com reverência, dedicação e entusiasmo. Ela revela um elevado senso de beleza e de participação comunitária, convidando cada fiel a envolver-se ativamente na celebração.

Assim, a liturgia torna-se não apenas um rito, mas uma verdadeira pedagogia da fé, que transmite esperança, fortalecimento espiritual e unidade entre os cristãos. Desse modo, o Ano Jubilar da Esperança nos lembra que a liturgia é um sinal concreto do amor de Deus e da esperança cristã que devemos viver e testemunhar.

Celebrar os mistérios sagrados com fervor é afirmar nossa confiança na promessa de Cristo e na realização do Reino de Deus. Portanto, a prática litúrgica, centrada na Eucaristia, é um verdadeiro pilar que sustenta a esperança e fortalece a caminhada de fé de toda a Igreja.

Juntamente com o sacramento da reconciliação, as orações, peregrinações e a celebração da santa Eucaristia, no início deste novo mês, vivamos a intimidade com Cristo e as bênçãos e graças que este Ano Jubilar nos propõe.

Com os sagrados ritos litúrgicos, sejamos capazes de viver a comunhão, um só povo reunido com o mesmo objetivo: receber as graças do perdão, da reconciliação e da esperança.

Bom início de mês a todos nós, com muita Perseverança, Amor, Fé e Esperança!

  • Por Pe. Daniel Canevarollo, Vigário São Benedito – Barretos. Escreve às terças.