DA REDAÇÃO — A Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos e apropriação indébita contra a clínica terapêutica Viva Fênix, em Tanabi (SP). O caso foi registrado pelo olimpiense A.P., de 46 anos, na Delegacia de Polícia Civil, que relatou condições degradantes e irregularidades no tratamento oferecido aos internos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, A.P., que é dependente químico, foi internado na unidade em 14 de fevereiro para um tratamento de três meses. No entanto, ao ser retirado temporariamente do local por sua filha, S.P., para visitar a avó doente, ele revelou uma série de irregularidades.
A denúncia aponta que internos eram obrigados a esvaziar a piscina do local com baldes, após agentes de saúde identificarem focos do mosquito da dengue. A água, segundo A.P., estava contaminada com lodo e larvas. Quem se recusasse a cumprir ordens poderia ficar sem alimentação.
Além disso, os internos tomavam banho apenas com água fria, sem chuveiros adequados, e ficavam trancados das 22h às 8h, sem supervisão, impossibilitados de pedir socorro em caso de emergências. A alimentação era escassa, com café e pão no desjejum, pequenas porções no almoço e jantar, e apenas três bolachas de amido como lanche.
A.P. também informou que a clínica exigiu um enxoval completo e itens de higiene para a internação, mas esses materiais nunca foram entregues aos pacientes. Ao solicitar a devolução, a família foi informada de que teria que pagar R$ 5.600 para reaver os pertences.
O responsável pela clínica, identificado como L.F.G., será investigado. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Tanabi, que seguirá com as apurações.








































