O ano novo começou, e já está valendo o menor salário mínimo dos últimos 24 anos: R$ 954, apenas R$ 17 (reajuste INPC 1,81%), mas, por outro lado, o IGPM, que reajusta aluguéis, por exemplo, foi negativo em dezembro: -1,40%. Assim, o professor e consultor Itamar Machado, o primeiro entrevistado do Diário ao Vivo, às 13h, nas redes socais (Facebook, YouTube, Periscope e Twitch), comenta o cenário econômico e financeiro do País e perspectivas para 2018, e dá importantes dicas, entre elas a de, se não houver queda nos aluguéis, ao renovar o contrato, que pelo menos se mantenha no mesmo valor.

“A palavra de ordem para 2018 não é Crise, mas sim Expectativa”, disse Itamar Machado. Em um bate papo descontraído, com economês bem explicado, o consultor de grandes empresas e conferencista renomado, revelou um panorama da economia e das finanças, esmiuçou o PIB (a ‘riqueza do País’), que cresceu de 0,90% para 2,65% este ano; a inflação, que foi de 2,80% em 2017 e deverá chegar, no máximo, em 4%; o dólar que tem se mantido, praticamente, pouco acima de R$ 3 desde 2016, e cuja projeção para este ano é de R$ 3,30 a R$ 3,50; e, a taxa SELIC (juros) decresceu de 13,75% em dezembro de 2016, para 7% em dezembro passado e a projeção é que caia para 6,75% até o final deste exercício.

Itamar deixa dicas importantes para pessoas físicas ou empresários: “Quem pegou dinheiro emprestado com taxas altas, de 13,75% tem que ir ao banco e renegociar, afinal, a taxa caiu para quase metade, 7% em dezembro passado, inclusive tem banco que está comprando a dívida, ou seja, ele quita a sua dívida no concorrente e empresta o dinheiro a 7% ou 8%, vale a pena”. Ele brincou: “É a chamada portabilidade da dívida, mas nem precisa levar para outro banco, tente negociar com o seu próprio”.

E tem mais dicas: o índice que reajusta contratos de aluguel foi negativo, ou seja, -1,40%. “O valor tem que ser reduzido na renovação ou, pelo menos, manter o mesmo patamar, tem que brigar com o dono ou imobiliária, e não aceite mudança de índice na renovação”, disse o consultor.

Preste atenção em juros de cartão de crédito, a 220% ao ano, e de cheque especial (LIS), a 330% ao ano. Por isso, Itamar lembra: “Não parcele cartão de crédito, não entre em cheque especial, faça crédito pessoal a 2,5% ao ano, em último caso e, ninguém pode gastar mais do que ganha”.

Quer saber mais? Confira o vídeo abaixo (se quiser ir direto, inicia aos 18:59)