Por Fausto Macedo — “A Santa Casa de Olímpia não fechará nunca” afirmou, ontem à noite, o provedor e advogado Mário Francisco Montini na Câmara, convidado pelo presidente Luiz Salata (PP) para apresentar a realidade da instituição. “O sentimento que temos, o amor, pelo hospital, não se explica”, acrescentou. Ele foi dos três diretores convidados, além do médico e diretor clínico Nilton Roberto Martinez e do diretor administrativo Vivaldo Mendes Vieira. Fotos Divulgação

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Comentou, no decorrer de sua explanação, que “existem planos para colocar a Beneficência Portuguesa de novo a serviço dos olimpienses”.

Montini apresentou a situação da Santa Casa de Olímpia no contexto das demais 2,1 mil Santas Casas pelo Brasil “para as quais o SUS não repassa o que deve deixando-as na penúria, embora atendam 80 milhões de pessoas”. Com isso, “em vários locais elas vão se encolhendo ou fechando mesmo suas portas”.

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Vivaldo Mendes (E) e Mário Montini

Antes de passar a palavra aos demais, Montini disse que “não viu o ministério público prender os executores do SUS por improbidade administrativa uma vez que a gestão deles é reconhecidamente danosa ao Estado”.

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Nilton Martinez

Por sua vez, Nilton Martinez foi à tribuna rebater ponto por ponto a entrevista da anestesista Thalita Lima Ezarchi, em um tabloide da cidade, e aproveitou para dizer que os olimpienses deveriam pagar R$ 2 como taxa de turismo dos turistas do Thermas dos Laranjais para destinar à Santa Casa: “Os olimpienses financiam a Saúde dos turistas quando deveria ser o contrário”.

Disse que a médica “faltou com a ética ofendendo gravemente seu colega Luiz Henrique Vicente chamando-o de defasado” e disse, entre outras coisas, “que não existem drogas ultrapassadas porque se, assim fosse, o governo retiraria de uso e que Luiz Henrique fez cinquenta mil cirurgias sem nenhum óbito sequer, atestando sua idoneidade e retidão”.

Por fim, Martinez afirmou, ainda, que a anestesista Thalita “não faz parte do corpo médico da Santa Casa porque ficou constrangida de participar de uma comunidade da qual criticou e não teve a coragem de se desculpar”, e emendou: “Um médico ou funcionário do hospital deve receber por seu serviços”.

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A seguir, o diretor administrativo do hospital Vivaldo Mendes Vieira mostrou quais os planos, fraquezas, e onde está o ponto principal da crise vivida pela instituição na atual administração: “Nesse capítulo existe, apesar do esforço, maior despesa que receita e que as despesas vencidas e por vencer superam a receita, razão pela qual, mesmo tendo sido implantado controle de gastos ainda são superiores”.

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Vivaldo traça uma radiografia financeira da Santa Casa

O DEBATE

Aberto o debate, o vereador Hilário Ruiz perguntou quando a UTI voltaria a funcionar. Nilton explicou que “tecnicamente não estava fechada, mas que de fato passou de sete para cinco leitos e que um médico intensivista estava sendo procurado para reforçar o quadro do hospital”. Foi veemente ao dizer que “se não houver UTI, deixo a Santa Casa”.

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Hilário Ruiz

O vereador Paulo Poleselli disse que, no ano passado, apresentou um projeto para taxar os turistas com objetivo de reverter a renda para a Santa Casa, mas até agora o projeto anda a ‘passos de tartaruga’. Depois perguntou se a Santa Casa tinha o risco de fechar, no que foi respondido por Montini que não e pelo médico Nilton que confessou em “em jogar a toalha”, mas foi convencido a não desistir.

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Paulo Poleselli

O médico falou da proposta da Faculdade Unilago de fazer um curso de residência médica na Santa Casa de Olímpia o que daria “um gás novo ao hospital”.

Luiz Salata
Luiz Salata

Por sua vez, o presidente Salata disse que “todos os vereadores deveriam ir a seus deputados tentar conseguir verbas para a cidade uma vez que no conta-gotas do governo verbas de 70 mil reais ainda sem destinação (cidade destino) estão sendo aprovadas e que verbas do ano passado, cita o seu caso, ainda não foram autorizadas”.

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Luiz Salata

A secretária da Saúde Silvia Forti, representando o prefeito Geninho Zuliani naquele instante, fez um elogio “ao heroísmo dos dirigentes da Santa Casa”. E disse que “estava na hora de cobrar um novo pacto republicano do governo federal”.

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Sílvia Forti

Finalmente, a vereadora Cristina Reale também usou da palavra parabenizando os representantes da Santa Casa e criticando duramente o governo federal pela crise vivida pelo país.

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Cristina Reale

Assessoria de Imprensa da Câmara

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