O juiz eleitoral Lucas Figueiredo Alves da Silva, acompanhado do promotor eleitoral Paulo César Neuber Deligi, do chefe do Cartório, Ailton Issagawa, e do único representante da imprensa, Leonardo Concon (Diário de Olímpia), e funcionários do Cartório da 80º Zona Eleitoral, responsável pelos municípios de Olímpia, Altair, Guaraci e Severínia, realizaram auditorias em amostras das pouco mais de 200 urnas eleitorais praticamente prontas para o pleito que elegerá prefeito e vereadores da próxima gestão em Olímpia.

Promotor e juiz eleitoral: Drs. Paulo e Lucas

Foram escolhidas quatro urnas eletrônicas de forma aleatória para verificação dos equipamentos e simulação de uma votação, primeiramente de Olímpia, depois Severínia, Altair e finalmente Guaraci. O jornalista Leonardo Concon também participou de todas as ‘votações’, inclusive testando as diversas fases preparatórias de cada urna.

As quatro urnas eleitorais testadas, ao fundo o juiz Lucas, promotor Paulo, jornalista Leonardo e chefe Ailton

Enquanto isso, o material a ser enviado às escolas onde os eleitores votarão, como cartazes, material que encobre cada urna, e todos os itens de segurança contra o novo coronavírus, como álcool em gel, é preparado e deverá ser encaminhado para as seções, exceto as urnas que serão instaladas às vésperas do pleito.

Material a ser enviado aos locais de votação

Por questões éticas, não foi permitido filmar, uma vez que todos ‘votaram’ em nomes reais de prefeitos e vereadores de cada cidade, apenas o Diário registrou em fotos cada fase, urna por urna das quatro cidades envolvidas da Zona Eleitoral.

As urnas sendo preparadas pelos funcionários do Cartório Eleitoral

O juiz Lucas Figueiredo destacou que “a auditoria é feita para mostrar aos representantes da sociedade civil a segurança, a eficiência e a transparência da eleição feita através da urna eletrônica. Em todos os anos em que a urna é utilizada pelo Tribunal Regional Eleitoral, nunca deu erro, o que a torna extremamente confiável, segura e democrática”.

O juiz eleitoral Lucas Figueiredo Alves da Silva

O chefe do Cartório Ailton emite a zerésima antes da colheita do voto e após a colheita do voto é emitido um Boletim de Urna (BU), onde se mostra a votação feita.

Chefe do Cartório emite a zerésima, ou seja, a urna está completamente formatada e limpa de quaisquer resultados

Depois essa urna é encerrada e é novamente formatada para que no dia da eleição seja emitida uma nova zerésima para que ela possa recolher os votos daquele dia.

Jornalista do Diário recebe instruções do chefe do Cartório Eleitoral

Dessas várias urnas, todas funcionaram, todas recolheram os votos, emitiram os boletins de urna normalmente, cidade a cidade. Todos os boletins de teste foram conferidos e guardados.

O jornalista Leonardo Concon ficou satisfeito com o resultado, afirmando que o eleitor pode ‘vir tranquilo, deve, sim, exercer o seu direito de cidadão, inclusive, por causa da pandemia, todos os procedimentos foram tomados, como álcool em gel à disposição, caneta, recomendação do uso de máscara pelos eleitores, e também por parte dos mesários, enfim, ambiente seguro, urnas auditadas, a eleição é símbolo máximo da democracia”. E sentiu-se grato por ser o único, pela segunda vez consecutiva em um período eleitoral, a comparecer para este momento de auditoria (da última vez, esteve presente o saudoso jornalista Nelito Santos).

A urna eletrônica foi implementada em 1996 no Brasil e apresenta diversos mecanismos de proteção que garantem sua segurança e eficácia. Além de ter um sistema próprio e ser protegida por criptografia, os votos são embaralhados na hora do armazenamento, sendo impossível saber a ordem ou o responsável por cada voto.

Segundo informações do TSE, a urna eletrônica não é equipada para se conectar a redes de computadores ou mesmo qualquer forma de conexão com ou sem fio. Vale destacar que o sistema operacional Linux contido na urna é preparado pela Justiça Eleitoral de forma a não incluir nenhum mecanismo de software que permita a conexão com redes ou o acesso remoto.