DA REDAÇÃO — Olímpia e Rio de Janeiro terão suas tradições populares reunidas em uma exposição que antecede a abertura do 62º Festival do Folclore de Olímpia. A mostra “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro” será inaugurada nesta sexta-feira (31), às 18h, na Estação Cultural de Olímpia (ECO).
Instalada nas galerias 1 e 3, a exposição apresenta objetos, fotografias, indumentárias, obras de arte, registros audiovisuais e depoimentos ligados à cultura popular dos dois territórios. O Rio de Janeiro é o Estado homenageado desta edição do FEFOL, que começa no sábado, 1º de agosto.
O percurso propõe conexões entre as manifestações preservadas em Olímpia e as expressões culturais fluminenses. A proposta é mostrar como tradições de diferentes origens compartilham ancestralidades, formas de celebração e processos de transmissão entre gerações.

Tradições de Olímpia e do Rio
O núcleo dedicado a Olímpia reúne referências às Folias de Reis, São Gonçalo, Moçambique, Congado, Catira, Capoeira e Afoxé, além dos grupos parafolclóricos que participam da história do festival e da formação cultural do município.
O Rio de Janeiro será representado pelo Carnaval, Bate-Bolas, Jongo, Folias de Reis, Afoxés, Quadrilhas Juninas, Ciranda, Bois, Passinho, Funk e Capoeira. Os materiais foram cedidos por grupos e mestres ligados à cultura popular fluminense.
A exposição procura aproximar manifestações que, embora tenham características próprias, compartilham elementos como religiosidade, música, dança, memória comunitária e resistência cultural.
Fantasias e obras do carnaval
Entre os principais itens estão dez indumentárias de diferentes manifestações. O conjunto inclui fantasias de Bate-Bolas e do carnaval carioca.
Também serão exibidos desenhos originais de fantasias e alegorias produzidos pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. O público poderá ver ainda uma fantasia da bateria da Unidos de Vila Isabel usada em 2026 e uma bandeira de Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis.
Fotografias da artista Fotogracria, conhecida como Salemm, apresentam manifestações culturais e aspectos da identidade da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Cinco produções inéditas
Cinco vídeos produzidos especialmente para a exposição completam o percurso. Um deles recupera a trajetória do professor José Sant’Anna, criador do Festival do Folclore de Olímpia.
As demais produções abordam o artesanato tradicional, a presença de grupos fluminenses na história do FEFOL, as Folias de Reis e as manifestações encontradas tanto em Olímpia quanto no Estado do Rio de Janeiro.
A curadoria é do professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense Dil Fonseca e da artista visual e jornalista Cota Azevedo. A cenografia foi desenvolvida por Maira Ramos.
“De Olhos d’Água ao Rio-Mar é uma travessia entre paisagens, memórias e modos de celebrar a vida”, afirmam os curadores. Segundo eles, o encontro dos acervos mostra como saberes e manifestações atravessam gerações e territórios.
A secretária municipal de Cultura e Defesa do Folclore, Priscila Foresti, afirma que a exposição amplia o intercâmbio proposto pelo festival. “É uma oportunidade para moradores e visitantes conhecerem a riqueza dessas expressões e fortalecerem ainda mais o respeito e o reconhecimento pelo nosso patrimônio cultural.”
A mostra é promovida pela Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore em parceria com o Instituto CUIA — Cultura, Integração e Artes. A iniciativa tem apoio do Museu do Folclore Edison Carneiro e da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Serviço
Exposição: “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro”
Abertura: sexta-feira, 31 de julho de 2026
Horário: 18h
Local: Estação Cultural de Olímpia (ECO), galerias 1 e 3
Endereço: Rua Coronel José Medeiros, 477, Patrimônio de São João Batista
Entrada: não informada
Inscrições: não são mencionadas pela organização
Evento relacionado: 62º Festival do Folclore de Olímpia, de 1º a 9 de agosto









































