Por Ivanaldo Mendonça — Os princípios da fé que tem Jesus como referencial, a fé cristã, exigem daqueles que a professam que suas vias se conformem à vida de seu Senhor.

Esta experiência está fundada naquilo que os estudiosos da teologia dedicados a compreender os processos e práticas da ação evangelizadora, denominam de ‘encontro pessoal com Jesus Cristo’.

O documento resultante da Conferência de Aparecida (2007), inspirada no lema ‘Discípulos Missionários de Jesus Cristo’ aborda a vivência coerente da fé cristã dedicando um capítulo (VI) aos aspectos fundamentais do seguimento fiel de Jesus Cristo, no qual apresenta o processo de formação de seus discípulos, composto por cinco aspectos básicos:

  1. O encontro com Jesus Cristo
  2. A conversão
  3. O discipulado
  4. A comunhão
  5. A missão.

Ao mesmo tempo em que é possível contemplar cada aspecto do caminho de formação dos discípulos missionários faz-se necessário compreendê-lo como um único processo cujo principal objetivo é configurar a vida do discípulo á vida de ‘Jesus Salvador’ (que nos liberta do pecado e da morte eterna), ‘Jesus Mestre’ (que nos ensina a vida a vontade do Pai) e ‘Jesus Messias’ (que instaura um reinado marcado pela paz, justiça e fraternidade).

A adesão a Jesus é marcada pela fidelidade, conversão e ousadia de assumi-Lo como o nosso Tudo. Nesse sentido, um importante elemento caracteriza a missão do Filho de Deus entre os homens: libertar.

O Evangelho Segundo Marcos (Mc 1,21-28) auxilia-nos nesta compreensão apresentando a admiração do povo por Jesus que ensina com autoridade e liberta das forças do mal. O seguimento do Senhor é profundamente marcado pela experiência libertadora:

  1. Jesus nos liberta das amarras do pecado e da morte; cumprindo Sua missão salvadora reabre para nós as portas da eternidade para a qual fomos criados.
  2. Jesus nos liberta de nós mesmos, pois nos escravizamos, com as próprias mãos, a esquemas mentais, emocionais, espirituais e comportamentais que nos impedem de ir além, de ser mais e melhor.
  3. Jesus nos liberta de relacionamentos doentios e esgotantes, que roubam de nós a serenidade e a paz.
  4. Jesus nos liberta da insensibilidade e indiferença que endurece os corações ao sofrimento do próximo.

À medida em que, de forma consciente, livre e responsável, deixamo-nos ser conduzidos pelo Senhor, vivemos uma profunda, concreta e permanente experiência de libertação que, transformando-nos a partir do mais profundo, converte-nos, também, em instrumentos de libertação.

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia

[email protected]

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