DA REDAÇÃO — A Estância Turística de Olímpia recebeu, nesta semana especial do 61º Festival do Folclore, a visita inédita e emocionante da professora Maria Olímpia Macedo Duarte, conhecida como Marli, vinda de Barbalha, no Ceará. Ela é bisneta de Antônio Olímpio Rodrigues Vieira (foto), um dos nomes centrais na criação do distrito que deu origem ao município de Olímpia, interior de São Paulo.
A visita teve um valor simbólico ainda maior: foi a primeira vez que Marli esteve na cidade que leva o nome de sua parente, a menina Maria Olímpia, homenageada por seu padrinho, o médico Dr. Robert John Reid, na escolha do nome da cidade. Marli chegou a Olímpia na última segunda-feira e, nesta quarta (6), foi recebida no Gabinete da Prefeitura pelo prefeito Geninho Zuliani e pela secretária de Cultura e Defesa do Folclore, Priscila Foresti.
Registros históricos entregues à Prefeitura
Durante o encontro, a professora compartilhou documentos e fotografias raras de sua família, entre elas a imagem de seu tio-bisavô ainda jovem. Emocionada, destacou a importância de fortalecer as conexões entre Barbalha e Olímpia e sugeriu a criação de um intercâmbio cultural entre as duas cidades, ambas marcadas por tradições folclóricas e vínculos familiares.
Marli cresceu no Solar Maria Olímpia, casarão histórico de sua família em Barbalha, e desde cedo nutre interesse pela genealogia e pela história de seus antepassados. Formada em Letras, atua como professora e se dedica à pesquisa sobre cultura popular.
Participação no FEFOL e homenagem às origens
Durante a estadia, ela participou da programação do Festival do Folclore, visitou pontos turísticos e ficou impressionada com a acolhida dos olimpienses. “Foi uma das maiores alegrias da minha vida pisar nessa terra. Estou encantada com o carinho, com a beleza da cidade e com o festival. Volto para o Ceará levando orgulho, história e o desejo de retornar”, disse.
A presença da bisneta de um dos fundadores da cidade reforça os laços entre o passado e o presente de Olímpia, num momento em que o município celebra não apenas a cultura popular, mas também suas origens e identidade histórica.










































