A Estância Turística de Olímpia registrou queda de 61,1% nos casos positivos de dengue em 2025. O total caiu de 3.662 notificações em 2024 para 1.424 neste ano, com maior concentração entre março e junho.

Os dados foram apresentados em reunião da Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira, 4 de dezembro.

Entre 3 de novembro e 2 de dezembro, equipes realizaram um mutirão de limpeza nos bairros com maior índice de focos e casos confirmados. A ação mobilizou Zeladoria, Meio Ambiente, Obras, Engenharia e Infraestrutura e resultou na retirada de 78 caminhões de resíduos, totalizando cerca de 135 mil quilos de materiais acumulados.

Durante o trabalho, moradores receberam orientações para eliminar recipientes capazes de reter água. Foram atendidos Jardim Alvorada, Jardim Santa Fé, Jardim Campo Belo, Jardim São José, Cohab I, Cohab II, Jardim Miessa, Jardim Santa Ifigênia, Jardim São Francisco, Jardim Boa Esperança, Cohab IV e CDHU I, II e III.

Monitoramento cobre 37,9 mil imóveis

Atualmente, 37.926 imóveis são monitorados pelos agentes de endemias, incluindo residências em Ribeiro dos Santos e Baguaçu. O município ainda acompanha 56 pontos estratégicos e 113 imóveis classificados como especiais, áreas que historicamente concentram criadouros.

O monitoramento também atua na prevenção contra escorpiões, mais frequentes durante o período quente e chuvoso.

Ações no entorno do Thermas dos Laranjais

Ao longo de novembro, foram intensificadas as inspeções preventivas em quadras próximas ao parque Thermas dos Laranjais, área que registra fluxo elevado de visitantes na alta temporada. Dezessete quadras com maior ocorrência de casos e criadouros passaram a receber vistorias quinzenais, com foco na eliminação de recipientes acumuladores de água.

Sala de Situação coordena ações desde janeiro

As medidas adotadas em 2025 são articuladas pela Sala de Situação, que reúne equipes de diferentes setores para planejar e acompanhar as ações preventivas.

O objetivo é manter resposta contínua ao risco de transmissão e reforçar a necessidade de participação da população no controle da doença.