DA REDAÇÃO — A Tereos ampliou para dez o número de colhedoras de cana de duas linhas em operação na safra 2026/27. Os equipamentos estão distribuídos pelas unidades de Olímpia, Guaíra e Guaraci e consomem, em média, 20% menos diesel por tonelada colhida que as máquinas convencionais. Foto Milena Aurea

A frota atual é o dobro da registrada no início da adoção da tecnologia, em 2020. A empresa prevê manter a ampliação gradual e chegar a 20 colhedoras desse tipo até 2030.

Economia chegou a R$ 2 milhões

Na safra 2025/26, a operação das colhedoras de duas linhas gerou economia estimada em R$ 2 milhões. Os custos das atividades de colheita caíram 8% na comparação com os modelos de uma linha.

O rendimento operacional pode chegar ao dobro do obtido pelas máquinas convencionais. Cada equipamento colhe duas fileiras de cana ao mesmo tempo, o que reduz o número de passagens necessárias e melhora o aproveitamento da frota.

Menos máquinas circulando no canavial

A diminuição do tráfego pesado também reduz a compactação do solo, o pisoteio do canavial e os danos às soqueiras — partes da planta que permanecem no terreno depois do corte e dão origem à safra seguinte.

Esses fatores podem prolongar a vida útil do canavial e preservar sua produtividade ao longo dos ciclos de corte.

Segundo o diretor de Operações Agroindustriais da Tereos, Everton Carpanezi, a introdução das máquinas exigiu ajustes nos processos e treinamento das equipes. A empresa adotou a tecnologia gradualmente para avaliar o desempenho dos equipamentos nas diferentes condições de colheita.