Padre Daniel — O Ano Jubilar da Esperança que estamos vivenciando constitui-se como um ano de reflexão, renovação e esperança para toda a nossa Igreja, comunidade de fé reunida.
Diante deste contexto, têm-se presentes alguns sinais que estão sendo abordados, dentre eles o “sinal da reconciliação”. O sinal da reconciliação manifesta-se de diversas formas na vida pessoal e coletiva, como a proposta do evangelho de paz e unidade, sendo um chamado para que todos os fiéis reflitam sobre o amor e a misericórdia de Deus, para que eles possam, da mesma forma, ser sinais de reconciliação.
A reconciliação, portanto, torna-se um gesto de fé concreta, uma expressão de amor verdadeiro que busca curar feridas e restaurar a comunhão entre irmãos. Este sinal presente no Jubileu reforça a ideia de que a misericórdia de Deus e a esperança são infinitas e jamais devem ser abandonadas, pois elas geram vida.
Portanto, o Jubileu é também um momento de reconciliação com Deus, sendo encorajado para os cristãos o sacramento da confissão, que permite aos fiéis experimentarem a misericórdia divina. O perdão é central para a experiência jubilar, oferecendo a chance de restauração espiritual.
O Jubileu em si é um sinal de reconciliação, pois abre um “tempo favorável” (2Cor 6,2) para a própria conversão. Deus é o criador do universo; Ele deve ter prioridade sobre todas as realidades. É Ele quem torna este ano santo, dando Sua própria santidade e a oportunidade para que todos se convertam e se deixem reconciliar com Deus através do amor.
A reconciliação é a manifestação das bênçãos e das graças de Deus, que nos ama e que, por nos amar, nos concede a oportunidade de recomeçarmos. Experimentemos neste Ano Jubilar as graças e bênçãos de sermos reconciliados, de tirar de nossas costas os pesados fardos que o pecado gera em nós.
Uma boa experiência a você!
- Por Pe. Daniel Canevarollo, Vigário São Benedito – Barretos-SP. Escreve às terças no Diário.










































