DO DIÁRIO — Paulo Sérgio Vieira, de 56 anos, conhecido como Paulinho, foi condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio contra Márcio Aparecido Macri no caso do tiroteio ocorrido em 2017 na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves, em Olímpia.

O julgamento foi realizado nesta quinta-feira, no Fórum de Olímpia, e durou cerca de 12 horas. Começou às 9h e terminou por volta das 21h.

O Conselho de Sentença absolveu Paulinho da acusação de homicídio contra Leandro Ribas da Silva, que morreu após ser atingido na cabeça durante a troca de tiros, e também da acusação de associação criminosa.

Júri acolheu parte da defesa

A acusação sustentou que Paulinho teria feito o disparo que matou Ribas. A tese foi a de que o tiro teria atingido a vítima por trás, em região próxima à orelha esquerda.

A defesa sustentou negativa de autoria no homicídio. A tese foi a de que o disparo fatal teria sido feito acidentalmente por Macri, companheiro da própria vítima, durante o confronto.

Uma testemunha afirmou ter ouvido Macri dizer, logo após o tiroteio, que havia atingido o próprio companheiro. Esse ponto foi usado pela defesa para reforçar a dúvida sobre a autoria do disparo fatal.

Os jurados acolheram a dúvida quanto ao homicídio e absolveram Paulinho dessa acusação. A condenação ficou restrita à tentativa de homicídio contra Macri.

Próximos julgamentos

O processo foi desmembrado. Por isso, os réus serão julgados em datas diferentes.

Laércio Marques, o Laércio Peão, e Emerson Alceu Teixeira, o Nim Pião, serão julgados no dia 21 de maio, às 9h, no Fórum de Olímpia.

Eurípedes Augusto de Mello, o Euripinho, e Elton Regis Albertino, o Nuguete, serão julgados no dia 28 de maio.

O tiroteio de 2017

O caso ocorreu na manhã de 11 de julho de 2017, por volta das 9h40, na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves. O Diário acompanhou ‘ao vivo’. Confira:

Márcio Aparecido Macri e Leandro Ribas da Silva, ambos de São José do Rio Preto, foram a Olímpia para cobrar uma suposta dívida atribuída ao corretor Eurípedes Augusto de Mello, o Euripinho.

A dívida seria de cerca de R$ 350 mil. Euripinho negava o débito e sustentava que o valor já havia sido pago.

Na porta da casa do corretor, houve discussão entre os cobradores e funcionários ligados a Euripinho. A discussão evoluiu para troca de tiros.

Ribas foi atingido na cabeça e morreu dias depois em Barretos. Euripinho foi baleado no braço. Paulinho foi atingido no ombro. Laércio Peão ficou ferido no rosto e no ombro. Nim Pião e Nuguete não se feriram.

Macri já foi absolvido

Márcio Aparecido Macri foi julgado em março do ano passado por tentativa de homicídio contra cinco moradores de Olímpia envolvidos no tiroteio.

Ele acabou absolvido.

Com a condenação de Paulinho, o caso volta ao centro do debate judicial quase nove anos depois do confronto.