DA REDAÇÃO — O Hot Beach Parques & Resorts, em Olímpia, iniciou neste mês a adoção da escala 4×1 para seus colaboradores — quatro dias de trabalho por um de descanso. O novo modelo substitui a antiga jornada 6×1 e passa a valer a partir desde esta terça-feira (3), com impacto direto na operação: o parque passa a abrir às segundas-feiras a partir de segunda-feira (9).
A iniciativa é inédita no segmento de parques aquáticos no Brasil e antecipa uma tendência internacional de reorganização das jornadas de trabalho. A empresa afirma que “a mudança busca ampliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, reduzir o absenteísmo e melhorar indicadores de produtividade e saúde mental”.

Com mais de 300 colaboradores distribuídos entre atendimento, alimentos e bebidas, manutenção, limpeza, segurança, comercial e marketing, o Hot Beach conecta a decisão ao pilar social do ESG, defendendo que a experiência do visitante começa na experiência do colaborador.
“A adoção da escala 4×1, inédita no nosso segmento, reforça um compromisso claro com o pilar social do ESG: cuidar de quem cuida da experiência do cliente. É mais equilíbrio, bem-estar e previsibilidade para o time, com reflexo direto na qualidade do atendimento e na atração de talentos na região”, afirmou Brunno Teodoro, diretor de Operações do parque.
ESG, sigla em inglês para Environmental, Social, and Governance (Ambiental, Social e Governança), refere-se a um conjunto de critérios e práticas empresariais focados em sustentabilidade, responsabilidade social e transparência administrativa. Ele avalia o desempenho de uma empresa além do retorno financeiro, tornando-a mais competitiva e atraente para investimentos.

Expansão e indicadores
A mudança ocorre em um momento de crescimento operacional. Em 2025, o Hot Beach registrou alta de 27% na receita bruta e aumento de 18% no público, com 1,335 milhão de acessos ao longo do ano. Os números consolidam o complexo como referência no turismo nacional, com gestão orientada por indicadores de reputação e satisfação.
A direção avalia a ampliação do novo modelo para outras áreas do grupo, respeitando as especificidades de cada operação.
“A transição para a escala 4×1 é um marco cultural. Avançamos no cuidado com a saúde mental e no bem-estar do time, ao mesmo tempo em que fortalecemos produtividade e retenção. Estamos estudando adequações semelhantes para a hotelaria e outras áreas”, disse Hanna Arruda, diretora-geral de Gente e Cultura.
Contexto setorial
“Ao assumir protagonismo em um debate que ganha força no mercado global, o empreendimento se posiciona como benchmark de inovação em gestão de pessoas no setor de lazer. O parque foi o mais bem avaliado do Brasil em 2025, segundo rankings de satisfação do consumidor, e soma iniciativas que associam dados operacionais à humanização da gestão”, conclui a diretora, em nota ao Diário.











































