DO DIÁRIO — Olímpia aparece na faixa “baixa” do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) 2025, com pontuação de 0,598, segundo levantamento nacional da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). O resultado coloca o município abaixo do nível considerado adequado, em um cenário regional sem cidades no patamar ideal.
A Prefeitura afirma que o índice reflete um modelo antigo de gestão, ainda baseado em contratos herdados, e que deve ser superado com a entrada de um novo sistema de limpeza urbana a partir de abril de 2026 (leia a íntegra ao final). O índice, porém, mede a situação atual do município, não projeções.
Na prática, o índice revela limitações em áreas como sustentabilidade financeira do serviço, recuperação de resíduos e impacto ambiental — fatores que afetam diretamente a qualidade urbana e os custos do sistema de limpeza.

O que mede o índice
O ISLU é calculado com base em quatro pilares:
- engajamento da população
- sustentabilidade financeira do serviço
- recuperação de resíduos (reciclagem)
- impacto ambiental
Os dados são extraídos de bases nacionais como SNIS e IBGE.
Um índice de 0,598 indica que Olímpia:
- não tem desempenho consistente em reciclagem
- pode ter baixa eficiência na recuperação de resíduos
- enfrenta limitações no financiamento do sistema
- ainda gera impacto ambiental relevante
Cenário regional sem excelência
O desempenho de Olímpia acompanha um padrão regional marcado por fragilidade. Nenhuma cidade do entorno alcançou a faixa “muito alta”, considerada ideal, acima de 0,8.
A maior cidade da região, São José do Rio Preto, apresentou piora no indicador e caiu para a faixa “muito baixa”, com 0,499.
A região concentra municípios entre os níveis “baixo” e “muito baixo”, com poucas exceções na faixa “alta”.
Comparação com cidades próximas
No mesmo levantamento, cidades menores da região apresentaram desempenho superior ao de Olímpia.
Nova Canaã Paulista atingiu 0,724, na faixa “alta”. Já municípios como Monte Aprazível (0,726) e Orindiúva (0,77) também figuram entre os melhores resultados regionais.
O outro lado
A Prefeitura de Olímpia, por meio da Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente, a pedido do Diário, esclarece que a pontuação de 0,598 registada no ISLU 2025 “reflete um modelo de gestão que está em fase de encerramento no município, tendo em vista contratos herdados para a prestação dos serviços”.
Com o início da execução do novo contrato de limpeza urbana em 27 de abril de 2026, o município implementa uma mudança estrutural: “a transição da simples destinação final (onde Olímpia já detém a nota máxima de 1,000) para a recuperação obrigatória de 25% dos resíduos via triagem mecanizada”.
“Este novo paradigma operacional ataca diretamente a principal lacuna do índice atual. Além disso, existe uma expectativa de melhoria técnica na dimensão de sustentabilidade financeira devido à revisão da estrutura da Taxa de Lixo, que visa equilibrar o custeio do sistema sem comprometer o orçamento geral, além do processo de revisão do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, com novas metas e diretrizes de sustentabilidade e destinação correta a serem definidas até o fim deste ano”, esclarece a Prefeitura
E, conclui: “Portanto, o índice atual deve ser tecnicamente interpretado como um dado de base que será superado pela nova configuração tecnológica e financeira da gestão municipal”.










































