Por Ivanaldo Mendonça — O início de um novo ano reacende e fortalece nos corações dos homens e mulheres de boa vontade o anseio pela Paz. Não por acaso o primeiro dia do ano foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como dia da confraternização universal.

Em 1968, o Papa Paulo VI propôs ao mundo inteiro, celebrar o primeiro de janeiro como dia Mundial da Paz, conclamando os amigos da paz a colaborar na superação de qualquer violência.

Para designar ‘Paz’ os judeus utilizam ‘Shalom’, termo de origem hebraica, utilizada como saudação, ao chegar ou sair. Shalom, mais que simples palavra é um conceito; seu significado ultrapassa a compreensão de ‘Paz’ como simplesmente ausência de guerra e tranqüilidade. Shalom significa plenitude de bens, ou seja, Paz é tudo aquilo que uma pessoa e uma coletividade necessitam para viver de maneira plena, digna e sóbria. No contínuo processo de construção e promoção da Paz alguns movimentos são irrenunciáveis:

  • Abertura: cada ser humano deve aderir, pessoalmente, ao processo de construção da Paz, dispondo-se como agente, protagonista e destinatário.
  • Autoconsciência: cada ser humano deve perceber-se como parte de um conjunto que envolve a tudo e a todos e, sem os quais ele não prospera em nenhuma dimensão.
  • Fraternidade: cada pessoa deve enxergar o outro como irmão. Para além de toda e qualquer diferença, existe entre os seres humanos, muito mais razões para aproximação que para distanciamento.
  • Unir as mãos: a disposição para unir mãos, mentes e corações na mesma direção, a construção da paz!
  • Caminhar juntos: a capacidade para aprender a caminhar com o outro. Esperar, adiantar, compartilhar, saber ouvir, saber falar, promover comunhão;
  • Promover a justiça: Mais que garantir, a cada um, o que lhe é de direito, colaborar para que todos, e cada um, tenham seus direitos reconhecidos, defendidos e promovidos. A paz não convive com a injustiça.
  • Viver a alegria e esperança: deixar-se modelar pela alegria que vem de dentro e se renova ao contemplar horizontes que vão além dos nossos, movidos pela esperança;
  • Celebrar: celebrar as conquistas, pequenas e grandes, renovando o compromisso, refazendo as forças, experimentando, no hoje da história, aquilo que buscamos, e se faz realidade a cada dia.

Nesse caminho, a Paz deixa de ser um sonho distante, revelando-se próxima, ao alcance de todos.

A Paz é possível, necessária e urgente! Sejamos construtores da Paz! Perseveremos no caminho da Paz!

Abençoado ano de Paz! 

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia

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