Reconhecer “os direitos das meninas e os desafios únicos que elas enfrentam em todo o mundo” é o objetivo do Dia Internacional da Menina, celebrado hoje, 11 de outubro. A data foi criada em 2011 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. A resolução que criou o dia destaca a importância das meninas para o crescimento econômico mundial.

Enquanto 76,8% lavam louça e 65,6% limpam a casa, apenas 12,5% dos seus irmãos homens lavam a louça, e 11,4% dos seus irmãos homens limpam a casa

A ONU defende que as adolescentes precisam ser empoderadas enquanto estão amadurecendo. Investir no potencial delas é apontado como uma medida importante para a igualdade de gênero.

De acordo com dados da ONU, em todo o mundo, quase uma em cada quatro garotas de 15 a 19 anos não tem emprego, nem estuda. No caso da falta de segurança, uma em cada três mulheres já sofreu alguma violência física ou sexual.

Em 2020, o Fundo de População das Nações Unidas divulgou um relatório que aponta 19 práticas prejudiciais à vida das meninas. Entre elas, a mutilação genital, o casamento infantil e a preferência das famílias por uma criança do sexo masculino.

Os números mostram que mais de quatro milhões de meninas no mundo correm o risco de mutilação. Quanto aos casamentos, um em cada cinco envolve uma noiva criança. No caso da preferência por filho, isso já resultou em um déficit de cerca de 140 milhões de mulheres no mundo.

Em 2020, a campanha do Dia Internacional da Menina focou na vida livre da violência de gênero e doenças sexualmente transmissíveis, no aprendizado de novas habilidades para o futuro que elas escolherem e na liderança com uma geração de ativistas em busca de mudança social.

Assista ao vídeo, em que Maria Fernanda, do projeto “Escola de Liderança Para Meninas”, conta como se sente ‘Por Ser Menina’.

PARE E REFLITA

Em 2021, o mundo celebrará os 26 anos da primeira Conferência Mundial sobre Mulheres, que reuniu mais de 30 mil representantes de 200 países, em Pequim, na China. Será que até lá o panorama estará melhor? É o que esperamos. E você?

Como disse a Nobel da Paz, Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que levou um tiro do Talibã por defender o direito à educação das meninas, “Não podemos ir adiante e ser bem sucedidos, quando metade de nós é deixado para trás”.

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