DA REDAÇÃO — A Sabesp apresentou, nesta semana, um balanço do seu primeiro ano à frente dos serviços de água e esgoto em Olímpia. A reunião, convocada pelo vereador Charles Amaral e presidida por Flávio Olmos, contou com representantes da companhia e vereadores da cidade. Entre os presentes estavam Fernando Gomes Garcia (diretor), Maurício Polezi (diretor de operações), Marco Antônio Mazza (encarregado local) e Luciano Montedor (gerente de manutenção), que conduziu a maior parte da explanação técnica. Fotos Leonardo Concon e Alysson (Câmara).

O Diário transmitiu nas redes sociais, saindo com mais de 3 mil visualizações. Confira:

Segundo a Sabesp, Olímpia foi o primeiro município paulista a firmar contrato pela nova Lei do Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), o que exigiu licitação e a regulamentação pela ARES-PCJ.

Logo no início da concessão, a cidade enfrentou um desafio na véspera do Natal: a queima da bomba do Poção 2, responsável por parte significativa do abastecimento. A equipe da Sabesp mobilizou técnicos de outras cidades para restabelecer o fornecimento em poucas horas.

A Sabesp afirma ter executado mais de 500 novas ligações de água, melhorado estruturas de captação e tratamento e iniciado um plano de combate a perdas. Um dos destaques foi a redução das perdas de água, que caíram de 290 litros por ligação/dia para cerca de 113 litros, superando metas previstas para três anos de operação.

Investimentos e modernização do sistema

Entre as ações destacadas, estão:

  • Instalação de mais de 500 novas ligações de água desde a assunção dos serviços;

  • Reforma e modernização de unidades de captação, como Poção 2, ETA 1 e ETA 2;

  • Intervenções estruturais em reservatórios e estações de tratamento;

  • Instalação de macromedidores, setorização e controle de pressão para reduzir perdas;

  • Troca de redes e equipamentos, como bombas, transformadores e cabeamento;

  • Queda expressiva nas perdas: de 290 litros por ramal/dia para cerca de 103 litros, superando a meta de três anos em apenas um.

Um dos projetos em andamento é a implantação da ETA Poção 3, com previsão de vazão de 240 m³/h, que substituirá gradualmente a captação do Córrego Olhos d’Água. O objetivo é preservar o aquífero superficial e reforçar a segurança hídrica com captação do Aquífero Guarani.

Sustentabilidade e futuro

Está em fase de licitação a construção de uma usina fotovoltaica com 1.092 placas e capacidade de 900 MWh/ano, suficiente para abastecer até quatro poços de grande porte. A usina será instalada na ETA 2, preservando área da ETE Olhos d’Água para futuras ampliações. A obra deve ser licitada até outubro deste ano.

A Sabesp também participa de ações ambientais, eventos educativos e projetos sociais, como o Jardim Sensorial da IMEP Narizinho.

Esgoto e tratamento

As duas estações de tratamento de esgoto (ETE Córrego dos Pretos e ETE Olhos d’Água) passaram por melhorias operacionais, pré-tratamento, limpeza e manutenção dos reatores. A Sabesp garante que 100% do esgoto coletado está sendo tratado.

Intervenções emergenciais também foram feitas em redes deterioradas, como na rua Senador Virgílio Rodrigues Alves, com 5,7 metros de profundidade, solucionando afundamentos de asfalto e retorno de esgoto.

A Companhia informou que toda coleta realizada no município é tratada, e que a estrutura atual tem capacidade prevista até 2045, considerando o crescimento populacional e o impacto do turismo.

O uso do aquífero Guarani como principal fonte de abastecimento é parte do planejamento a longo prazo da empresa, que já perfura o Poção 3, estimado para fornecer 240 m³/h. Segundo os técnicos, a meta é desativar gradativamente a captação superficial do Olhos d’Água, devido à poluição difusa da área.

Além dos investimentos, a Sabesp ressaltou a participação social com ações educativas em escolas, apoio em eventos e implantação de um jardim sensorial na IMEP Narizinho. A pesquisa de satisfação fechou 2024 com 80% de aprovação, podendo alcançar até 95% considerando a margem de erro.

A empresa também respondeu a dúvidas dos vereadores, como garantias em obras de loteamentos, atendimento a reclamações por consumo elevado, tempo de espera em filas, religação de água e prazos de recomposição asfáltica após obras. Casos de faturas elevadas por vazamentos são analisados e, quando comprovados, recebem abatimentos referentes ao esgoto.

No encerramento, o vereador Luiz Antonio Moreira Salata solicitou mais divulgação do benefício da tarifa social junto aos inscritos no CadÚnico e reforçou a importância de planejamento hídrico frente ao crescimento acelerado da cidade e futura operação do aeroporto regional. Os representantes da Sabesp explicaram que interessados em tarifas sociais basta levar documentação com CPF e nome na conta de água e esgoto.

Atendimento ao público e tarifa social

A agência da Sabesp funciona na Rua Harry Giannecchini, 305, no prédio do antigo Daemo. O tempo médio de atendimento presencial é de 20 minutos. A concessionária reforçou a importância da atualização cadastral para o acesso à tarifa social, destinada a famílias inscritas no CadÚnico. A adesão exige que o CPF do beneficiário esteja vinculado à conta.

A empresa também utiliza diversos canais de comunicação, como SMS, WhatsApp, carro de som e parceria com a Prefeitura, para avisos de interrupções e obras.