A empresa Sr.Gourmet, consultoria especializada para empreendedores, ou futuros incursores, da Gastronomia, através de Gustavo Pereira, e de sua nutricionista, Juliana, revela, ao Diário de Olímpia, as novas tendências para 2018, no que diz respeito à apresentação dos pratos. Trata-se dos Bowls e Buddhas.

Aproveitamento total de ingredientes

Gustavo Pereira e a nutricionista Juliana

As tendências da reciclagem e da sustentabilidade já fazem parte de muitos aspectos das nossas vidas — como a decoração de interiores, que, muitas vezes, transforma coisas velhas em novos objetos para decorar casas e apartamentos. E, nessa linha, chegou agora a gastronomia sustentável.

Se, até pouco tempo, reutilizar ingredientes era uma coisa mal vista e parecia impossível aproveitar todas as partes dos alimentos, Hoje, inúmeros pratos podem ser feitos com talos e cascas de vegetais, por exemplo. Até sobras de preparos anteriores podem ser reutilizadas para fazer novas delícias, como os sempre gostosos arancinos (é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália, trata-se de um bolinho, ou pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada).

A ordem do momento é não desperdiçar! Assim, além de estimular a criatividade na cozinha, a gastronomia sustentável faz bem para o meio ambiente e para a saúde. Afinal, aproveitar a totalidade dos alimentos só contribui para a absorção mais completa dos nutrientes. No caso das frutas, por exemplo, já é sabido que a maior parte do seu valor nutricional está na casca.

Bebidas artesanais

Essa tendência surgiu com as cervejas artesanais, um mercado que se expandiu rapidamente no Brasil, angariando muitos adeptos e mesmo fãs. Tanto que, hoje, o consumo de bebidas artesanais está até nos destilados e em bebidas sem álcool.

A realidade é que cada vez mais as pessoas procuram alimentos e bebidas mais autênticas e menos artificiais. Afinal, elas possuem muito mais sabor e mais possibilidades de harmonização com a comida. Logo, investir nisso é uma excelente opção para acompanhar o cardápio de pratos do seu restaurante.

Bowls saudáveis

A opção por uma alimentação saudável não é, necessariamente, uma tendência nova, já que muitas pessoas têm tido essa preocupação com a adoção de hábitos mais saudáveis nos últimos anos, começando pelos alimentos que ingerem.

São inúmeras as opções de refeições que podem ser montadas nas tigelas, os bowls (tigelas, em português) saudáveis, e, se feitas com acompanhamento de um nutricionista, elas podem conter todos os nutrientes necessários, tornando-se uma refeição completa.

Além de elas serem super saudáveis, outra das vantagens dos bowls é a sua combinação harmoniosa, que cativa também pela aparência. São tigelas com um grande potencial fotográfico — a típica comida que nos faz “comer com os olhos”.

Os bowls estão tão em alta que já há derivações, ou seja, diferentes maneiras de você montar o seu bowl saudável. Veja alguns exemplos:

Buddha bowl: uma tigela colorida e muito nutritiva, a buddha bowl. combina verduras, grãos e sementes, finalizada com um molho também nutritivo, como tahine, de limão ou iogurte; smoothie bowl: como o próprio nome diz, esse bowl é feito com uma vitamina. A base são bananas congeladas, que dão uma consistência  mais cremosa, para se comer com colher. Por isso, é uma vitamina na tigela, e não em um copo; bowl de lanche: é possível também preparar bowls com lanchinhos saudáveis para aproveitar ao longo do dia, nos intervalos das refeições, como um mix de sementes oleaginosas com iogurte, por exemplo.

Enfim, os bowls saudáveis são uma ótima opção para quem utiliza marmitas, e o também uma tendência para os restaurantes. 

Comidas veganas

Os veganos são pessoas que não consomem, na medida do possível e praticável, nenhum produto de origem animal ou que tenha sido testado em animais. Assim, a alimentação vegana bane do cardápio, além da carne, ovos, leite e derivados e qualquer outro alimento que tenha origem animal, como o mel.

De fato, o veganismo não para de crescer mundo afora. Pesquisas indicam que ele cresce 40% ao ano no Brasil, e estima-se que já são quase 5 milhões de adeptos desse movimento em nosso país. Não é à toa que, recentemente, foi inaugurado em São Paulo o primeiro açougue vegano do Brasil,

E, como investe bastante nos temperos e na diversidade de pratos que se pode fazer com um único ingrediente, a alimentação vegana acaba atraindo também os não veganos. Com sabores bem marcantes e alimentos bem temperados, esses pratos agradam a qualquer um.

Diante de tantos adeptos, é importante que os restaurantes estejam atentos a esse público, já que, com uma alimentação restrita, eles estão sempre buscando novas opções que possam atendê-los.

Um bom restaurante vegano costuma ter clientes fiéis. Por outro lado, as marcas e restaurantes que não têm nenhuma opção vegana em seu cardápio precisam repensar seus modelos de negócio e começar a atender também às necessidades desse nicho. 

 Cozimento a vácuo 

Seguindo a mesma filosofia que foi sucesso no ano passado, a do slow (slow food e slow cook), agora vemos despontar a tendência de cozinhar a vácuo.

Se, antes, para um cozimento mais lento, utilizava-se principalmente a crock-pot — a panela elétrica apropriada para slow cook —, hoje o método a vácuo utiliza de um saco plástico, onde o alimento é selado a vácuo e cozido por um longo tempo, em uma temperatura mais baixa do que se utiliza nos métodos tradicionais de preparo.

Um dos principais benefícios de adotar essa tendência é que o alimento conserva muito melhor o seu sabor e a sua textura.

Assim, é mais saboroso do que quando se utilizam outras técnicas gastronômicas.

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