DA REDAÇÃO — A cidade de Olímpia recebeu R$ 138.692,50 do programa IGM SUS Paulista, repasse antecipado pelo Governo do Estado de São Paulo nesta terça-feira (15). A medida, que também contemplou outras cidades das regiões de Barretos, Franca e Ribeirão Preto, somou mais de R$ 8,2 milhões, antes previstos apenas para setembro.

Segundo o Governo do Estado, a antecipação tem como objetivo fortalecer as ações de atenção básica, consideradas a porta de entrada do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores foram transferidos na modalidade “fundo a fundo”, o que garante mais agilidade na aplicação dos recursos por parte das prefeituras.

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que a iniciativa reforça o compromisso com os municípios. “Com os recursos em mãos, as prefeituras ganham fôlego para planejar, implementar e responder com mais eficiência às demandas da população, fortalecendo o cuidado na ponta”, destacou.

Desde janeiro, o programa IGM SUS Paulista já destinou cerca de R$ 228 milhões aos 645 municípios do estado. Os repasses são definidos com base em indicadores como cobertura vacinal, combate às arboviroses, mortalidade infantil e cobertura de pré-natal.

Cobertura vacinal cresce com apoio do programa

Com o suporte do IGM SUS Paulista, o estado de São Paulo registrou avanços na cobertura vacinal em 2024. A vacina BCG, contra tuberculose, passou de 79,9% para 90,3%. A imunização contra rotavírus subiu de 89,5% para 90,2%, e a tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — atingiu 98,7%, superando a marca de 92,5% registrada dois anos antes.

Para o secretário Eleuses, os dados refletem o impacto direto do programa. “É um resultado de uma gestão focada em eficiência e na valorização da atenção primária”, afirmou.

Sobre o IGM SUS Paulista

O Incentivo à Gestão Municipal foi criado na atual gestão estadual para ampliar os repasses à saúde pública. Os valores variam de R$ 15 a R$ 40 per capita — acima dos R$ 4 praticados anteriormente — e são definidos com base em critérios como vulnerabilidade social, população e cobertura da Estratégia Saúde da Família.

A proposta é melhorar a estrutura dos serviços regionais de saúde e ampliar a transparência na destinação dos recursos. A cada repasse, as prefeituras devem comprovar o cumprimento de metas e indicadores assistenciais.