DA REDAÇÃO — A Tereos, uma das principais produtoras globais de açúcar, etanol e bioenergia, é uma das colíderes do estudo “Descarbonização do agronegócio: Caminhos para reduzir emissões e promover sustentabilidade”, lançado na última quinta-feira (9) pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). O documento foi apresentado em evento que contou com a presença do presidente da COP30, André Corrêa do Lago. Foto Divulgação
O estudo traz um diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do agronegócio brasileiro e propõe estratégias práticas de mitigação. Entre as principais medidas sugeridas estão sistemas integrados de produção, plantio direto, recuperação de pastagens, uso de plantas de cobertura e adoção de bioinsumos.

De acordo com Pierre Santoul, diretor-presidente da Tereos Brasil, o engajamento da empresa reflete o compromisso com a transição para uma agricultura de baixo carbono. “Ao participar ativamente desta iniciativa, reafirmamos o nosso papel de liderança nesse movimento, com compromissos claros de descarbonização, para uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirmou.
Além da Tereos, também participaram como colíderes do projeto as empresas Amaggi, Bayer, Citrosuco, Nestlé e Syngenta. O grupo envolveu mais de 40 entidades do setor agropecuário para identificar oportunidades e estratégias de redução de emissões. Atualmente, o agronegócio responde por cerca de 480 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nas emissões líquidas do país. Sem ações de mitigação, o número pode chegar a 790 milhões de toneladas até 2050. Com as medidas propostas, as emissões poderiam cair para um intervalo entre 160 e 280 milhões de toneladas.
O levantamento estima que a adoção das ações de mitigação exigirá investimentos de US$ 130 a 180 bilhões. Entre os incentivos e viabilizadores necessários estão o aumento do capital voltado à descarbonização, o estímulo financeiro a produtores que adotem práticas regenerativas e o fortalecimento do mercado regulado de carbono.
A Tereos é a primeira empresa do setor sucroenergético a ter suas metas de descarbonização validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). A companhia já adota práticas alinhadas às alavancas indicadas pelo estudo, como agricultura regenerativa, uso de vinhaça, plantio direto e substituição de insumos químicos por bioinsumos.
O lançamento do estudo representa um avanço na construção de uma agenda concreta para reduzir as emissões do agronegócio brasileiro, fortalecendo sua competitividade e sustentabilidade. “Ao apoiar este estudo, reforçamos nosso compromisso como parte de uma coalizão que busca impulsionar o protagonismo do agronegócio brasileiro nessa jornada”, completou Pierre Santoul.











































