DIÁRIO DE OLÍMPIA — Olímpia fechou 15 baixas de emprego com carteira assinada em julho, mas mantém em 2026 um ritmo de geração de vagas bem superior ao registrado no ano passado. Foram 802 admissões e 817 desligamentos no mês, enquanto o saldo acumulado de janeiro a julho chegou a 488 novos postos formais.
No mesmo período de 2025, o município havia criado 183 empregos. A diferença é de 305 vagas e representa crescimento de 166,7% no saldo líquido deste ano. O avanço ocorreu mesmo com menos contratações e foi provocado principalmente pela redução dos desligamentos.
Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O estoque chegou a 18.969 vínculos formais em Olímpia ao final de julho.

Julho fica no vermelho, mas melhora sobre 2025
O saldo negativo interrompe os resultados positivos registrados em maio e junho. Maio terminou com 156 vagas e junho, com 152.
Apesar da perda em julho, o desempenho foi melhor que o observado no mesmo mês do ano passado.
Em julho de 2025, Olímpia registrou 793 admissões e 848 desligamentos, com fechamento de 55 vagas. Neste ano, foram nove contratações a mais e 31 desligamentos a menos.
Com isso, o resultado negativo caiu de 55 para 15 postos, uma redução de 40 vagas na perda líquida.
O estoque também avançou. Olímpia tinha 18.676 empregos formais em julho de 2025. Agora são 18.969, diferença de 293 vínculos, ou 1,6%.
Construção passa de motor do emprego a maior responsável pela queda
A principal explicação para o resultado negativo de julho está na construção civil.
O setor registrou 72 admissões e 142 desligamentos, eliminando 70 empregos no mês. Foi, com ampla diferença, o pior resultado entre os cinco grandes grupos de atividade econômica.
A mudança chama atenção porque a construção vinha sustentando grande parte da expansão do emprego em Olímpia. No fechamento do primeiro semestre, o setor acumulava saldo positivo de 534 vagas em 2026.
A indústria também terminou julho no vermelho, com 128 admissões, 144 desligamentos e saldo negativo de 16 postos.

Comércio lidera contratações líquidas
O comércio apresentou o melhor desempenho do mês e evitou uma retração maior do emprego.
Foram 213 admissões e 173 desligamentos, com abertura líquida de 40 vagas.
A agropecuária veio em seguida. O setor contratou 48 trabalhadores, desligou 25 e terminou julho com saldo de 23 postos.
Serviços, maior grupo em número de trabalhadores formais no município, ficou próximo da estabilidade. Foram 341 admissões e 333 desligamentos, saldo positivo de oito empregos.

Turismo fica estável em julho
Dentro dos serviços, alojamento e alimentação registraram exatamente o mesmo número de entradas e saídas: 125 admissões e 125 desligamentos.
O dado merece atenção pelo peso das atividades de hospedagem e alimentação na economia turística de Olímpia.
Já informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas fecharam dez vagas.
Outros serviços tiveram saldo positivo de 20 postos. Administração pública, educação, saúde e serviços sociais acrescentaram cinco, enquanto transporte, armazenagem e correio perderam sete.
Saldo de 2026 é quase 2,7 vezes o de 2025
O resultado acumulado oferece uma perspectiva diferente daquela mostrada isoladamente por julho.
De janeiro a julho de 2026, Olímpia contabilizou 6.110 admissões e 5.622 desligamentos. A diferença deixou saldo positivo de 488 empregos formais.
Nos sete primeiros meses de 2025, foram 6.247 admissões e 6.064 desligamentos, com saldo de apenas 183.
Assim, o saldo líquido deste ano é 305 vagas superior e equivale a aproximadamente 2,7 vezes o resultado obtido no mesmo intervalo de 2025.
Menos demissões explicam avanço do ano
Os números revelam outro aspecto relevante: a melhora de 2026 não ocorreu porque as empresas contrataram mais.
Entre janeiro e julho de 2025, foram realizadas 6.247 admissões. No mesmo período deste ano, foram 6.110 — redução de 137 contratações, ou 2,2%.
A diferença está principalmente nos desligamentos.
Eles caíram de 6.064 nos sete primeiros meses de 2025 para 5.622 em 2026. São 442 desligamentos a menos, redução de aproximadamente 7,3%.
Portanto, o saldo maior deste ano resulta principalmente de uma menor saída de trabalhadores do mercado formal, e não de uma expansão do volume bruto de contratações.
Mercado muda de composição ao longo do ano
Julho também altera a leitura setorial construída durante o primeiro semestre.
A construção, que havia sido o grande motor da criação de empregos, perdeu 70 postos no mês. Em sentido contrário, o comércio abriu 40 vagas e a agropecuária, 23.
O resultado geral de -15 mostra, portanto, uma estabilidade relativa do mercado formal acompanhada por movimentação relevante entre os setores.
O comportamento dos próximos meses indicará se a retração da construção é pontual ou representa perda de força de uma atividade que teve papel decisivo na geração de empregos em Olímpia no primeiro semestre.









































