Na próxima quarta-feira (13), logo cedo, o prefeito Fernando Cunha e a superintendente do Daemo Ambiental receberá o Diário de Olímpia, e outros veículos de imprensa, para apresentar os investimentos e um panorama do sistema de abastecimento de água da cidade, ultimamente um dos calcanhares de Aquiles do atual governo que vem recebendo sucessivas críticas da população. Será feita também uma visita aos novos poços e reservatórios.

Também será revelado que, apesar da expectativa de se obter 350 mil litros por hora do novo poço profundo no Aquífero Guarani, e após vários problemas de percurso, entre eles a quebra de uma broca já no aquífero (tendo que ser retirada, em estilhaços, por eletromagnetismo), e o encontro inesperado de uma rocha “Sill de Diabásio” com espessura em torno de 36 metros, a vazão a ser anunciada na quarta-feira vai girar em torno dos 160 mil litros/hora (160 metros cúbicos).

O Daemo Ambiental já tinha enviado ao Diário respostas de um questionário enviado acerca desse poço, que gerou críticas nas redes sociais e nos veículos de Comunicação. “Quanto à empresa executora dos serviços de perfuração do poço a mesma concorreu e foi a vencedora do certame, com outras empresas do ramo de engenharia de perfuração de poços, a empresa vencedora é idônea e com ampla experiência comprovada inclusive por acervos técnicos reconhecidos pelo CREA-CONFEA, onde a mesma já perfurou vários poços pelo Brasil, inclusive dois poços no município de Olímpia”, explicou a autarquia.

Quanto à perfuração desse poço no Jardim Centenário, sobre o Aquífero Guarani, o Daemo Ambiental esclareceu que “a obra foi acompanhada pela equipe técnica da autarquia, diariamente, e pelo geólogo responsável pelo projeto”. E, sobre as ‘adversidades encontradas durante a perfuração do poço, a autarquia justifica que “não condiziam com o projeto executivo, pois não é possível saber a composição geológica exata do local, havendo assim problemas com tempo de perfuração devido a presença de basalto homogêneo, compacto e extremamente duro, ocasionando problemas com travamento de ferramental e até quebra de brocas devido a alta densidade do basalto, ocasionando lentidão e parada da execução”.

A quebra da broca deu-se em pleno leito de água subterrâneo, tendo sido necessário a retirada de todos os estilhaços com sistema eletromagnético (imã).

E, no meio do caminho, tinha uma pedra. Não, tinha uma rocha de aproximadamente 14 andares (cada andar com 2,5 m de altura). O Daemo explicou: “Além desses fatos, na etapa da perfuração dos arenitos da formação piramboia e Botucatu ocorreu a presença de uma rocha Sill de Diabásio com espessura em torno de 36 metros, sendo imprevisível prever a presença deste material, pois não há relatos dele nos outros poços da região”.

A despeito de que haveria ‘uma borra’ contaminando a água, a autarquia disse que “após o término da perfuração e instalação da tubulação de encamisamento da coluna do poço, iniciou-se a limpeza total do poço conforme previsto, tendo sucesso total na limpeza e teste preliminar de vazão com acompanhamento de nossos químicos e técnicos em química para acompanhamento da qualidade da água”. Acrescentando que “na limpeza e teste preliminar de vazão a água sai com turbidez alta, devido aos resíduos da lama do processo de perfuração, e que neste processo é utilizado compressores de alta pressão justamente para fazer a limpeza e desinfecção do poço”.

Na quarta-feira, os números serão definitivos. Assim como as explicações, e o Diário, dependendo do sinal de Internet da Estância, ou disponível, estará ‘ao vivo’. Ou, gravando em vídeo para posterior divulgação no programa Diário ao Vivo, das redes sociais, e Portal Diário de Olímpia.

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