DA REDAÇÃO — Na próxima segunda-feira (3), 5.002 alunos de nove escolas estaduais de Olímpia retornam às aulas com novas diretrizes que impactam a rotina escolar. Entre as principais mudanças, está a proibição do uso de celulares durante todo o período escolar, incluindo intervalos e recreio, para estudantes do Ensino Fundamental e Médio.

A medida segue a orientação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), que determinou que as unidades implementem um plano de ação para desencorajar o uso de dispositivos eletrônicos e divulguem as novas regras já no primeiro dia de aula.

Outra novidade é a ampliação do tempo de aula para 50 minutos nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Com isso, alunos de escolas de período parcial terão seis aulas diárias, reduzindo o número de disciplinas por dia e permitindo um maior aprofundamento dos conteúdos.

Além das mudanças pedagógicas, a rede estadual também investiu em infraestrutura. Algumas escolas de Olímpia foram contempladas com verbas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para pintura interna e externa, garantindo um ambiente renovado para os estudantes.

Mudanças em toda a rede estadual

A retomada das aulas em Olímpia reflete um cenário mais amplo. Em todo o estado de São Paulo, mais de 3 milhões de estudantes voltam às escolas com novidades que vão além das restrições ao uso de celulares.

A rede estadual expandiu o Ensino Médio Técnico, passando a oferecer itinerários profissionalizantes em 1.800 unidades, com 160 mil alunos matriculados na 2ª e 3ª série do Ensino Médio. As opções incluem cursos em áreas como administração, ciência de dados, enfermagem e logística, ministrados por professores da Seduc-SP e do Centro Paula Souza.

Outra iniciativa é o programa Aluno Monitor do BEEM, que selecionará 12 mil estudantes da 3ª série do Ensino Médio para auxiliar colegas nas disciplinas de matemática e língua portuguesa. Os participantes receberão bolsas mensais de até R$ 555,03.

O reforço escolar também será intensificado. Cerca de 600 escolas contarão com professores tutores para alunos do 6º e 7º ano, visando reduzir defasagens de aprendizado em língua portuguesa e matemática. As aulas ocorrem presencialmente, com turmas de até 15 alunos.

Além disso, o material didático impresso será mantido para todos os estudantes do Ensino Fundamental e Médio, complementando os conteúdos digitais.

O início do ano letivo também marca a chegada de mais de 12 mil professores aprovados no último concurso público. A expectativa da Seduc-SP é convocar outros 2 mil docentes até o fim do ano, além de cerca de 3 mil professores para o Ensino Médio Técnico.