DA REDAÇÃO — A Estância Turística de Olímpia conta com o serviço de auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência. A informação foi confirmada pela secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Edna Marques. Segundo ela, o número de beneficiárias varia ao longo do tempo, não sendo possível fixar uma média.

Mas, não é para qualquer caso, adverte Edna: ” O aluguel social, ele é para aquela mulher que foi vítima de violência e precisou ser retirada daquele contexto familiar da família por conta do agressor, então ela é retirada dali, ela precisa se organizar, arrumar uma outra casa, então ela tem esse aluguel por seis meses, né? Até 500 reais, que o governo estipula, para ela poder se reorganizar. Ou, quando o agressor é retirado da casa e ele era o provedor, era ele que trabalhava, então essa mulher não tem renda, então até que ela se reorganize para poder pagar o aluguel e ficar com os filhos”.

Na região de Barretos, 13 municípios oferecem o benefício, que garante R$ 500 mensais às mulheres em situação de vulnerabilidade. Em todo o Estado de São Paulo, mais de 2 mil já foram atendidas entre março e agosto deste ano. O auxílio é destinado a mulheres de baixa renda que sofreram violência e necessitam se afastar do agressor.

O valor é pago por até seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, caso a situação de vulnerabilidade permaneça.

Como funciona o programa

Para ter acesso, a interessada precisa morar no estado de São Paulo, possuir medida protetiva vigente, comprovar renda familiar de até dois salários-mínimos antes da separação e apresentar documentos que demonstrem vulnerabilidade, como relatório psicossocial ou inscrição no CadÚnico.

O pedido deve ser feito junto à rede municipal de Assistência Social, responsável pela análise inicial e encaminhamento à Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado. O pagamento é feito em uma poupança social do Banco do Brasil, acessada por aplicativo ou diretamente em agências.

Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados (CREAS), Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), hospitais, Ministério Público, Defensoria Pública e na Ordem dos Advogados do Brasil.

Esses locais oferecem acolhimento, orientações e encaminhamentos necessários para a proteção da vítima.