DA REDAÇÃO — A principal rotatória de acesso ao Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas e Turísticas “Professor José Sant’Anna” passa a se chamar “Praça José Francisco Ferreira – Capitão Ferreira”. A homenagem foi oficializada por decreto publicado pela Prefeitura de Olímpia na sexta-feira (17), em reconhecimento à contribuição do congueiro para a preservação da cultura popular e para a história do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL).

A praça está localizada na confluência das avenidas Menina Moça, Mário Vieira Marcondes e Dr. Andrade e Silva, um dos principais acessos ao recinto que receberá, entre os dias 1º e 9 de agosto, a 62ª edição do FEFOL.

Homenagem às vésperas do festival

A escolha do local tem relação direta com a trajetória de Capitão Ferreira e com a história do festival. Em 2026, também são lembrados os 40 anos da realização do FEFOL no atual recinto, espaço que se consolidou como referência nacional na valorização das manifestações da cultura popular brasileira.

Segundo o decreto, “a homenagem reconhece a atuação de José Francisco Ferreira como um dos principais responsáveis pela preservação das tradições populares de matriz afro-brasileira em Olímpia”.

Legado na cultura popular

Natural de Lagoa da Prata (MG), Capitão Ferreira levou para Olímpia conhecimentos e tradições herdados da família e tornou-se uma das principais referências da cultura popular no município.

Foi fundador da Congada Chapéu de Fitas e da Companhia de Reis Estrela da Paz, grupos que passaram a integrar o patrimônio cultural da cidade.

Em 1974, a convite do professor José Sant’Anna, reorganizou a tradição da Congada em Olímpia, fundando a Congada Chapéu de Fitas. A primeira apresentação do grupo ocorreu no próprio Festival do Folclore, marcando o início de uma trajetória que ajudou a consolidar o evento como uma das principais referências nacionais do gênero.

Reconhecimento permanente

O decreto também destaca que “Capitão Ferreira promoveu, durante décadas, encontros de Congado e de Bandeiras de Santos Reis, reunindo grupos de Olímpia e de outras cidades da região e contribuindo para a continuidade dessas manifestações culturais”.

O texto afirma ainda que “seu legado permanece vivo por meio de familiares, integrantes dos grupos culturais e discípulos que continuam preservando as tradições difundidas pelo homenageado”.